Neste Dia Mundial do Ambiente, o European Consumer Payment Report – ECPR, estudo da empresa de de Serviços de Gestão de Crédito Intrum, revela que o grupo etário dos 55 aos 64 anos é o que mais limita os seus gastos devido a preocupação com questões de sustentabilidade.

O Dia Mundial do Ambiente celebra-se no dia 5 de junho e será assinalado por vários debates e exposições ao longo do país, focando-se na restauração dos ecossistemas, tema que as Nações Unidas irá destacar ao longo da próxima década.

De acordo com o ECPR 2020, em Portugal, 65% dos inquiridos afirma que o seu crescente interesse pela sustentabilidade é um motivo para limitar os seus gastos. Este valor é substancialmente superior à média europeia que é de 47%.

Analisando os vários grupos etários, conclui-se que, cada vez mais, a sustentabilidade é um motivo pelo qual os consumidores estão a controlar as suas despesas.

Tanto a faixa etária dos 18 aos 21 anos, como a dos 22 aos 37 anos, registaram um aumento relevante em comparação com o período homólogo, passando de 46% para 60% e de 54% para 64% respetivamente.

Mulheres mais sensíveis ao tema da sustentabilidade

De acordo com a Intrum, 44% dos inquiridos afirma que as redes sociais ajudam a sensibilizar os consumidores para as questões da sustentabilidade

Ainda assim, apesar de se verificar uma maior consciencialização em todas as faixas etárias analisadas, o grupo etário dos 55 aos 64 anos é quem mais limita os seus gastos em consequência das questões de sustentabilidade, com uma subida de 59% para 72% em 2020.

As mulheres portuguesas (66%) estão ligeiramente mais sensíveis a este tema do que os homens (64%).

De acordo com Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal, “as alterações climáticas, compras sustentáveis e comportamentos ecológicos são temas que preocupam os consumidores mais do que nunca. É possível afirmar que a COVID-19 tenha acelerado o interesse dos consumidores por este tipo de questões de cariz ecológico”.

O impacto social da crise está a dar aos consumidores uma pausa para reflexão. Em Portugal, 44% dos inquiridos afirma também que as redes sociais continuam a desempenhar um papel importante na sensibilização dos consumidores relativamente a gastos mais sustentáveis. Na Europa, a média situa-se nos 35%.

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