A Câmara Municipal de Leiria vai avançar com a criação de um sistema público de bicicletas partilhadas, com o objetivo de promover o uso quotidiano de meios de locomoção mais amigos do ambiente e de facilitar o acesso à rede de transportes públicos, contribuindo para uma mobilidade urbana mais sustentável.

A rede será composta por um mínimo de 220 bicicletas elétricas, considerando os declives muito acentuados da cidade, 20 estações com quiosque de autosserviço e por, pelo menos, 200 docas de carregamento automático.

O preço base para aquisição deste projeto é de 740 mil euros e deverá ter um prazo de execução de 270 dias.

Este sistema partilhado será candidatado a financiamento comunitário em 85%.

O preço base para aquisição deste projeto é de 740 mil euros e deverá ter um prazo de execução de 270 dias.

Para além da disponibilização das bicicletas para ligação entre diferentes locais de interesse urbano, o sistema a implementar pretende aumentar as opções de mobilidade e de acessibilidade, promover a multimodalidade, bem como a atividade física e a humanização do espaço público.

Já definidos estão 18 dos 20 locais para instalação das estações num total de 185 docas: Largo da República, Complexo Municipal de Piscinas de Leiria, Largo Comendador José Lúcio da Silva, Largo Cândido dos Reis, junto às três escolas secundárias da cidade, Jardim da Almuinha Grande, Avenida Nossa Senhora de Fátima, Estrada da Estação (Urbanização da Gordalina), Avenida Marquês de Pombal, Rua Cidade de Tokushima, Rua D. José Alves Correia da Silva, Rua da Quinta (Urbanização de Santa Clara), Rua Vasco da Gama (Urbanização Quinta do Alçada), Rua da Assunção, Rua da Cooperativa e Praceta de Lisboa (Urbanização Quinta do Bispo.

A localização das restantes estações e docas será decidida durante a instalação da rede, que teve em conta as principais zonas residenciais da cidade, os locais de equipamentos e serviços públicos e de parques de estacionamento e zonas de transferência modal.

Para o município, esta medida irá promover a normalização do uso da bicicleta como meio de transporte urbano e sustentável, ao mesmo tempo que poderá servir de complemento aos meios públicos, facilitando o acesso a áreas não abrangidas por estes serviços.

Plataforma de gestão de mobilidade

Por seu lado, o Município de Leiria anunciou ainda que vai lançar uma Plataforma de Gestão Integrada da Mobilidade que irá permitir aos utilizadores dos transportes públicos e utentes dos estacionamentos obter informação no momento sobre os tempos de espera e os lugares disponíveis nos parques.

Esta é uma solução tecnológica com interface web que garantirá uma gestão transversal e centralizada da informação dos vários subsistemas ou serviços de mobilidade instalados em meio urbano.

Esta medida implica um investimento de 816 mil euros e tem um prazo previsto de execução de 500 dias.

Explica a autarquia que a partir da criação do Portal Público e da consequente Aplicação Móvel de Mobilidade, a plataforma permitirá ao utilizador terá acesso a um conjunto de informações em tempo real, tais como o tempo de espera em 82 paragens de autocarros da rede Mobilis, o número de lugares de estacionamento existentes em parques e arruamentos, planear trajetos mais curtos para o estacionamento desejado, alertas sobre anomalias no sistema de transportes ou parques (obras, eventos) e ainda responder a questionários.

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