PepsiCo empenhada em minimizar as suas emissões GEE até 2030

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A PepsiCo conseguiu, de 2015 até agora, reduzir em 6% as suas emissões totais na Europa, em linha com as reduções globais. Ainda assim o grupo acredita ser possível melhorar estes resultados e por isso decidiu definir objetivos concretos (e ambiciosos) relativos à sua meta climática baseada na ciência.

A redução absoluta das emissões de gases de efeito de estufa (GEE) na sua cadeia de valor, em mais de 40% até 2030, é um dos principais objetivos assumidos pela PepsiCo. Além disso, a empresa ambiciona atingir emissões líquidas zero até 2040, uma década antes do previsto no Acordo de Paris.

Segundo é avançado em comunicado, “o plano de ação da PepsiCo está centrado na migração, reduzindo as emissões de GEE para descarbonizar as suas operações e a sua cadeia de abastecimento”. Assim como também está centrado “na resiliência, reduzindo as vulnerabilidades aos impactos das alterações climáticas ao continuar a incorporar o risco climático nos planos de continuidade de negócios”.

Integrado no projeto PepsiCo Positive, o novo plano abrangente de redução de emissões recairá sobre áreas tidas como prioritárias. Ou seja: agricultura, embalagem, distribuição e operação. Mas que medidas concretas serão implementadas pelo grupo de forma a conseguir atingir as metas a que se propõe?

Mudanças nas práticas agrícolas da PepsiCo

Para atingir os seus objetivos a PepsiCo vai “reforçar a escala da agricultura sustentável e de práticas regenerativas que ajudem a reduzir emissões, bem como a melhorar a saúde do solo e a biodiversidade”. Está também nos planos do grupo “reduzir a desflorestação e aumentar a produtividade para os agricultores”. Associada a este último ponto temos ainda “a expansão da rede global da empresa Demonstration Farms”. Através da qual se espera “ajudar a implementar práticas mais sustentáveis e a melhorar os meios de subsistência”.

“A agricultura é responsável por cerca de um quarto das emissões mundiais de GEE e um terço das emissões da PepsiCo”, lê-se em comunicado. Posto isso a empresa planeia lançar, na Europa, “uma tecnologia para produzir um fertilizante de baixa emissão feito a partir de desperdícios de batata provenientes das suas fábricas e processos produtivos”.

Num futuro próximo a PepsiCo vai também “alavancar ainda mais a tecnologia da agricultura de precisão nas suas colheitas”. Nomeadamente nas suas colheitas de aveia Quaker, batata Lay’s e Ruffles. A empresa compromete-se ainda a “promover uma mudança para energia renovável com agricultores e fornecedores dos seus produtos agrícolas”.

O grupo PepsiCo está verdadeiramente empenhado em minimizar o impacto das suas emissões de GEE. Por isso mesmo irá fazer por “reduzir o uso de plástico virgem e aumentar o conteúdo reciclado nas suas embalagens”. Nesse sentido promover-se-á “a transformação da marca Pepsi em nove mercados europeus para garrafas 100% de plástico reciclado (rPET) até 2022”.

A transição para eletricidade renovável

“Na PepsiCo Europa existem 12 países, incluindo Portugal, que já consomem eletricidade 100% de fontes renováveis”. Um dado que está diretamente associado ao facto destes terem “fontes de energia renováveis instaladas localmente em 13 instalações da região”.

Relativamente a Portugal temos ainda de focar o caso concreto da fábrica do Carregado. Ou não tivesse o grupo PepsiCo apostado na otimização do consumo de gás e energia nesta empresa, através da redução do consumo de energia em 8,4%. 

Além disso instalaram-se nesta mesma fábrica do Carregado 4.500 painéis fotovoltaicos que vieram ajudar na produção de energia elétrica em regime de autoconsumo. Conseguindo-se assim uma produçãp anual de 1.225.000kw, o equivalente a 14% do consumo de eletricidade da empresa.

Combustíveis de baixa ou zero emissões

A PepsiCo ambiciona “maximizar a eficiência na sua cadeia de distribuição, ao mesmo tempo que adota tecnologias de emissão zero ou quase zero”. Para isso apostará “na implementação e atualização de locais de fabrico, armazenamento, transporte e distribuição ambientalmente sustentáveis”.

Juntamente com os seus fornecedores, a PepsiCo vai trabalhar “na transição para combustíveis de baixa ou zero emissões na sua logística e na expansão do uso de tecnologia IA (Inteligência Artificial)”. Desta forma esperam conseguir “um melhor planeamento de rotas e, consequentemente, reduzir as emissões na distribuição”.

Segundo prevê o CEO da PepsiCo Europa, “a nova meta climática do grupo vai duplicar os nossos esforços na redução de emissões”. Tornando-se assim numa situação que “afeta não só os negócios diretos da PepsiCo, mas também incluí os nossos fornecedores e as empresa engarrafadoras”, explica Silviu Popovici.

Outros projetos da PepsiCo

O grupo PepsiCo está a implementar processos de negócios inovadores que servirão de alavanca para a mitigação de emissões de GEE. Um dos casos concretos é o programa Sustainable from the Start. Através do qual se defende um design de produto baseado em decisões sobre o impacto ambiental.

A par do Sustainable from the Start, a PepsiCo dedicou-se ainda a outros dois programas internos de fixação de preço de carbono. Um que servirá para “eliminar o impacto do carbono nas viagens aéreas de negócio dos colaboradores”. E outro focado “no estudo do impacto do carbono na seleção da transportadora para a logística de terceiros”. Ambos ajudarão “a reforçar ainda mais as considerações climáticas nas decisões de negócios do Grupo PepsiCo”.

Além de todos os projetos que temos vindo a referir, a empresa está igualmente associada a alianças. De entre as quais: One Trillion Trees initiative, The Climate Group’s RE100 e We Are Still In. Todas estas iniciativas são destinadas a impulsionar ações acerca das mudanças climáticas e fazem parte de um plano da PepsiCo para influenciar o sistema alimentar no seu todo.

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