Os contratos referentes à execução das empreitadas de projeto e construção dos Lotes 2 e 3 do Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa – Prolongamento das Linhas Amarela e Verde (Rato – Cais do Sodré) receberam vistos prévios favoráveis por parte do Tribunal de Contas.

O contrato do Lote 2, assinado a 22 de setembro de 2020, tem um prazo global de execução de 960 dias, contados a partir da data de consignação.

Já relativamente ao Lote 3, o contrato foi assinado a 3 de novembro de 2020 e tem um prazo de 698 dias.

Consórcios vencedores

O contrato relativo ao Lote 2 – Execução dos toscos entre a Estação Santos e o Término da estação Cais do Sodré, PK 1+319,729 ao PK 1+984,273 foi assinado com o consórcio constituído pela Mota Engil, Spie Batignolles International, tendo um preço contratual de 73,5 milhões de euros.

Já o contrato que diz respeito ao Lote 3 – Construção dos toscos, acabamentos e sistemas, respeitante à construção de dois novos viadutos sobre a Rua Cipriano Dourado e sobre a Av. Padre Cruz, na zona do Campo Grande, prevendo a ampliação da estação do Campo Grande para Nascente, foi assinado com a Teixeira Duarte, Somafel por um preço contratual de cerca de 19,5 milhões de euros.

O Metropolitano de Lisboa ir dar seguimento aos contratos, procedendo ao envio à Direção-Geral do Património Cultural do pedido de autorização para trabalhos arqueológicos para a realização das sondagens de diagnóstico para o troço previsto no Lote 2.

Para o efeito, prevê-se realizar três sondagens arqueológicas na zona da Estação Santos, na Avenida D. Carlos I e na zona do aterro da Boavista.

Estes trabalhos deverão ocorrer no primeiro semestre de 2021.

No que respeita ao Lote 3 o contrato terá desenvolvimento com a implementação do plano de sondagens complementares de suporte ao projeto de execução, no âmbito da fase inicial de conceção dos trabalhos contratados.

Explica o Metropolitano que o Lote 1 – Execução dos toscos entre o término da Estação Rato e a Estação Santos, já em execução, encontra-se em fase de sondagens arqueológicas.

“A empresa encontra-se, ainda, a preparar o processo de concurso para o Lote 4 – Acabamentos e sistemas dos Lotes 1 e 2. Para o efeito, aguarda-se a conclusão dos projetos dos toscos a elaborar pelos empreiteiros”, diz o Metro.

Em que consiste o projeto?

O projeto prevê a criação de um anel envolvente da zona central da cidade, ligando o Campo Grande ao Cais do Sodré através do eixo Entre Campos/Rato/S. Bento/Santos, do lado poente e ligando o Cais do Sodré ao Campo Grande através da Baixa/Rossio/Alvalade do lado nascente.

A empreitada passa ainda pela abertura de duas novas estações: Estrela e Santos.

As restantes linhas funcionarão como radiais – linha amarela (Odivelas-Telheiras), linha Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e linha Vermelha (S. Sebastião-Aeroporto).

210,2 milhões de euros

O investimento total previsto para esta fase de expansão do Metropolitano de Lisboa é de 210,2 milhões de euros, cofinanciado em 127,2 milhões de euros pelo Fundo Ambiental e em 83 milhões de euros pelo Fundo de Coesão, através do POSEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

Leia também:

Os projetos de expansão do Metro de Lisboa a partir de 2021

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