A fusão 50%-50% entre o Grupo PSA e a Fiat Chrysler Automobiles foi concluída e com o nascimento da Stellantis abrem-se novas possibilidades para a expansão da eletrificação da mobilidade, dada a economia de escala a nível global que passa a ser conseguida.

O novo Grupo automóvel será o quarto maior fabricante de automóveis do mundo (em volume de veículos), apenas atrás de VW, Toyota e Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

A Stellantis reúne perto de duas dezenas de siglas: Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS Automobiles, Fiat, Fiat Professional, Jeep, Lancia, Maserati, Mopar, Opel, Peugeot, RAM e Vauxhall.

Estas marcas cobrem todo o espectro de segmentos de mercado, desde veículos de passageiros de luxo, premium e mainstream até carrinhas, SUV, veículos comerciais ligeiros e pick-ups de carga pesada, bem como marcas dedicadas à mobilidade, serviços financeiros, peças e serviços.

Soluções de mobilidade sustentáveis

“A carteira da Stellantis é singularmente adequada para oferecer soluções de mobilidade distintas e sustentáveis de forma a satisfazer as necessidades em evolução dos seus clientes, uma vez que abrangem eletrificação, conectividade, condução autónoma e propriedade partilhada”, assume o novo grupo em comunicado.

De resto, em declarações prestadas à agência Efe, a analista da S&P Global Ratings, Vittoria Ferraris salienta que a dimensão da nova empresa é “essencial” para os investimentos necessários em termos de mobilidade elétrica, digitalização, conectividade e condução autónoma.

Com o mercado de veículos elétricos em crescimento constante, a Stellantis tem hoje uma oferta de 29 modelos elétricos já disponíveis e planeia introduzir dez veículos adicionais até ao final deste ano.

Ou seja, dentro de um ano, o Grupo Stellantis terá cerca de 40 veículos elétricos no mercado até ao final do ano.

Nos anos seguintes, a lógica é que esta cifra seja para reforçar de forma significativa.

O Conselho de Administração da Stellantis, composto por 11 membros, é liderado pelo Presidente John Elkann. O gestor português Carlos Tavares, atré aqui o nº1 do Grupo PSA, será Chief Executive Officer (CEO).

“A Stellantis já tem uma presença bem estabelecida em três regiões – Europa, América do Norte e América Latina – para além de um potencial significativo inexplorado em mercados importantes como a China, África, Médio Oriente, Oceânia e Índia”, afirma a empresa que está presente em mais de 130 mercados.

Sinergias anuais superiores a 5 mil milhões de euros

De acordo com os responsáveis da empresa, a Stellantis espera alcançar sinergias anuais superiores a 5 mil milhões de euros fixos. Estas estimativas de sinergias, que não se baseiam em quaisquer encerramentos de fábricas resultantes da transação, esclarece o Grupo, serão alcançadas através da implementação de estratégias inteligentes de compra e de investimento, otimização dos sistemas de propulsão e a utilização de plataformas.

“Não é por acaso que a Stellantis nasce, precisamente, quando o nosso mundo requer um novo tipo de empresa automóvel que defenda soluções limpas e inteligentes para proporcionar liberdade de movimentos para todos. A nossa escala e alcance globais proporcionam-nos os recursos para investir em tecnologias de ponta, excelência distintiva e escolha inigualável para os nossos clientes. Mas é a diversidade geográfica e cultural das pessoas da Stellantis que se assume, desde o primeiro dia, como a nossa maior vantagem competitiva. São eles, com a sua energia, os seus conhecimentos e o seu empenho constante, que fazem da Stellantis o que ela é hoje. E são eles que, dia após dia, irão construir uma empresa ainda maior para esta nova era de mobilidade”, promete John Elkann.

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