Lisboa passou a contar com 13 compostores públicos.

Deoois de ter iniciado a instalação de compostores comunitários piloto em quatro freguesias (Ajuda, Areeiro, Campolide e Olivais), no final do mês passado, a Câmara Municipal de Lisboa reforçou estes equipamentos com a instalação de 10 novos compostores na cidade.

Jardins municipais nas freguesias de Arroios, Marvila, Parque das Nações, Alcântara, Estrela, Avenidas Novas, Alvalade, Carnide, Benfica e São Domingos de Benfica, disponibilizam agora estes equipamentos que se destacam por permitirem produzir composto e, dessa forma, reduzir a quantidade de resíduos que acabam no lixo indiferenciado.

Esta é a localização dos compostores, de acordo com a informação disponibilizada pela autarquia:

[clique na imagem para aumentar]

Fazer compostagem doméstica evita o encaminhamento para incineração de resíduos valorizáveis. Só em 2017 foram recolhidas diariamente em Lisboa mais de 600 toneladas de lixo comum, das quais 40% de biodegradáveis, encaminhados para incineração.

“A Câmara Municipal de Lisboa propõe-se inverter este processo na origem, proporcionando aos munícipes forma de reciclarem estes resíduos nas suas habitações, com vantagens económicas e ambientais”, afirma a autarquia.

Deixar a natureza agir

“Em vez de rejeitarmos no contentor do lixo os resíduos que sobram da preparação das refeições, especificamente das frutas e legumes, podemos colocá-los no compostor. Cobrimo-los com pequenos ramos, ervas e folhas e deixamos a Natureza agir. É muito simples e natural. Para quem não tem espaço para um compostor doméstico, os compostores comunitários são a solução”, informa a Câmara.

O composto é o resultado do processo de transformação biológica, a que chamamos compostagem. Neste processo ~e obtido um fertilizante ou adubo que no solo funciona como corretor agrícola, nutrindo o solo, melhorando as suas propriedades físicas, químicas e a sua estrutura, evitando o consumo oneroso e poluidor dos fertilizantes químicos.

Como utilizar?

Explica o município que os interessados devem inscrever-se no site Lisboa a Compostar e participar num workshop sobre as regras de funcionamento. Recebem depois uma chave, que lhes dá acesso ao compostor, gerido pelos serviços de Higiene Urbana da autarquia, em colaboração com o Ambiente e Espaços Verdes, e as Juntas de Freguesia.

No final do processo, o composto é distribuído entre os participantes, e utilizado nos espaços verdes na cidade como fertilizante.

“Este é mais um passo para atingir as metas ambientais de redução dos resíduos produzidos e fomento da economia circular”, aponta a Câmara Municipal de Lisboa.

Compostror comunitário em Arroios. Foto: CM Lisboa

 

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of