O NUDGE (NUDging consumers towards enerGy Efficiency through behavioral science) é, um projeto europeu que se propõe a estudar, aplicar e avaliar o potencial de estratégias comportamentais na melhoria da eficiência energética. O projeto envolve 10 instituições, e será posto em prática em Portugal, sob a responsabilidade do INEGI, bem como na Bélgica, Alemanha, Grécia e Croácia.

“Mudar a altura do dia em que ligamos o aquecimento, o nível de temperatura de set-point, o período em que abrimos as janelas para arejar, e até corrigir ineficiências estruturais das nossas casas – o acumular das escolhas individuais de cada um pode ter um impacto muito significativo”, salienta Zenaida Mourão, responsável pelo projeto no INEGI. “Razão pela qual prever a resposta dos consumidores a certos incentivos, permitindo apoiar melhores escolhas é uma estratégia importante”, afirma este especialista.

O projeto NUDGE – NUDging consumers towards enerGy Efficiency through behavioral science arrancou em setembro, e está a ser desenvolvido no âmbito do programa Horizonte 2020.

Sob a coordenação da equipa de especialistas do INEGI, Portugal vai ser palco de um estudo piloto que visa incentivar a poupança de energia a longo prazo em casas onde habitam crianças. “Queremos saber se e como é possível reduzir o consumo, ao mesmo tempo que se proporciona um ambiente saudável e confortável para famílias com crianças pequenas”, explica a investigadora.

App vai gerar notificações

Neste teste piloto, os “empurrões” vão chegar às famílias via uma aplicação para smartphones, que gerará notificações com base nos níveis de consumo medidos por contadores de eletricidade e gás natural inteligentes, e sensores de baixo custo que monitorizam a qualidade do ambiente interior (medem temperatura, humidade, dióxido de carbono, partículas em suspensão e compostos orgânicos voláteis).

Esta app vai recomendar diferentes ações para otimizar o uso de energia, ao mesmo tempo que garante níveis de qualidade ambiental saudáveis para toda a família. Os dados recolhidos irão depois permitir avaliar a mudança de comportamento dos consumidores participantes, e comprovar um eventual aumento da eficiência energética.

Os outros quatro estados membros que participam no projeto vão acolher pilotos focados em diferentes intervenções comportamentais e energéticas. Em última instância, o objetivo é abrir caminho ao uso generalizado deste tipo intervenções, contribuir para o desenho de políticas públicas, e formular recomendações específicas a cada país.

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