A Ana Faria tem 24 anos e é consultora na área de economia.

Quando passou a utilizar um híbrido plug-in e qual o modelo?

Tenho um Opel Ampera, que comecei a usar em 2014.

A escolha foi sua ou tratou-se de uma decisão da empresa?

A escolha foi mais ou menos minha. Os meus pais compraram o Ampera em 2013 e eu acabei por ficar com ele quando tirei a carta.

Qual o automóvel que tinha antes de começar a utilizar este híbrido plug-in?

Nenhum.

Quais as vantagens que este tipo de veículo apresenta?

Menos gastos, já que, com as deslocações que faço diariamente, acabo por não gastar gasolina. As mudanças são automáticas, o que faz com que a condução seja bastante confortável e ligeira. Não tenho que me preocupar em ir à bomba de gasolina, nem em verificar o depósito. Todos os dias de manhã tenho o “depósito” (elétrico) cheio porque no dia anterior fiz, de forma automática, o que faço sempre: ligá-lo à corrente.

Ana Faria utiliza diariamente um Opel Ampera, um híbrido plug-in lançado em 2012.

Carrega a bateria do seu PHEV com regularidade? Se sim, diga-nos como e onde o faz.

Carrego o Ampera após cada utilização (diariamente) em casa. O sistema está programado para iniciar a carga durante as horas de vazio da tarifa bi-horária.

Inicialmente, carregava diretamente da ficha doméstica; após cerca de um ano de utilização, instalei uma wallbox na garagem e passei a utilizá-la para os carregamentos.

Qual o consumo de gasolina/gasóleo que faz habitualmente neste veículo?

Numa semana normal, não consumo gasolina de todo. Mesmo numa semana em que conduza mais, o que apenas acontece esporadicamente, não consumo mais do que 1 litro de gasolina.

Quais são as desvantagens que os PHEV apresentam face a outro tipo de veículos, como os híbridos convencionais e os elétricos?

Face aos híbridos convencionais (não Plug-in) a vantagem é o consumo de eletricidade. Um híbrido convencional quase não utiliza o motor a eletricidade (no fundo, apenas o utiliza a velocidades muito baixas ou no arranque) e, assim, acaba por gastar mais gasolina (por comparação) e por ter bastante menos benefícios no que toca à emissão de poluentes.

Face aos veículos elétricos, um PHEV pode dar uma sensação de segurança quando se faz viagens maiores. A iniciação na mobilidade elétrica também pode ser facilitada com este tipo de veículos, já que ajudam o condutor a ter uma melhor noção do gasto de energia de um veículo e do seu consumo habitual (ou seja, da autonomia que realmente precisam que um veículo elétrico providencie numa base semanal).

Continua a ter/utilizar um PHEV ou tem entretanto um automóvel de outro tipo? Qual e porquê?

O PHEV continua a ser o carro que utilizo geralmente nas minhas deslocações diárias (casa-trabalho, idas ao supermercado, etc.). Contudo, quando preciso de fazer viagens mais longas, utilizo um veículo totalmente elétrico (da minha irmã) de forma a não gastar gasolina.

Qual será o seu próximo automóvel?

Certamente um elétrico (BEV).

Pensa que faz sentido classificar os PHEV como veículos que prejudicam o ambiente? Qual o papel que podem ter na transição energética?

De todo. 

Primeiro, quase tudo o que fazemos prejudica o ambiente, pelo que o nos devemos perguntar é se estamos a atingir ganhos (em termos de emissões) e se esses ganhos são significativos. Os PHEV têm ganhos ambientais face aos veículos convencionais (combustão), o que é ilustrado em variados estudos. Os dados mais recentes apontam para cerca de 30% de poupança de emissões face a um veículo a combustão durante o seu ciclo de vida. Logo, prejudicam menos. Mesmo um veículo elétrico tem impactos negativos no ambiente e existem emissões de poluentes na cadeia de produção.

Segundo, o impacte de um PHEV depende imenso da sua utilização. Um condutor “normal” (e consciente) não precisa de utilizar o motor a combustão nas suas deslocações diárias.

Finalmente, um PHEV facilita bastante a introdução na mobilidade elétrica. Quem sabe o que são 60 km até perceber que uma deslocação casa-trabalho, trabalho-casa e uma ida ao supermercado não chegam a tal? Um PHEV oferece esta componente de aprendizagem (que um híbrido convencional não oferece), ajudando os utilizadores a perceber melhor as suas necessidades, o carregamento e outros fatores.

 

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