Novartis está prestes a atingir 100% de energia renovável nas suas operações

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A Novartis é uma empresa líder em medicamentos que recorre à ciência inovadora e a tecnologias digitais com objetivos específicos. Desenvolver terapêuticas transformadoras em áreas que que apresentam significativas necessidades médicas.

Recentemente a Novartis assinou novos contratos de compra de energia virtual (VPPAs), o que lhe permitirá acrescentar mais de 275 megawatts de energia renovável à sua rede elétrica.

A iniciativa também fez da Novartis a primeira empresa farmacêutica perto de conseguir 100% de energia renovável nas operações que efetua pela Europa, através de contratos de compra de energia virtual.

A Baker McKenzie prestou assessoria em todos os aspetos jurídicos relacionados com os VPPAs. Já a Schneider Eletric, empresa especialista global em gestão de energia, auxiliou a Novartis no processo de seleção e negociação dos projetos.

“A assinatura de cinco acordos permite à Novartis diversificar o risco em tecnologia, localização, contraparte e estrutura de negócio”. Como? Segundo John Powers explica, “criando um portefólio equilibrado de energia renovável em Espanha”.

O vice-presidente da Global Renewables and Cleantech da Schneider Eletric acrescenta ainda que “a Novartis demonstrou uma enorme e contínua liderança em sustentabilidade na indústria farmacêutica”.

A estratégia para reduzir as emissões

A Novartis está focada em “reimaginar a medicina a fim de melhorar e prolongar a vida das pessoas”. Um propósito que, garante Montse Montaner, “está alinhado com a sustentabilidade ambiental”.

A diretora de sustentabilidade da empresa afirma ainda que a empresa tem uma estratégia para reduzir as emissões. “Soluções de eficiência energética e energia renovável são os pilares da nossa estratégia para reduzir as emissões”, avança Montaner.

Em comunicado o grupo afirma que ambiciona “impulsionar a sustentabilidade através das nossas próprias operações e dos nossos fornecedores”. No mesmo documento lê-se que “a Novartis define metas ambiciosas para minimizar o seu impacto no clima, nos resíduos e na águas”.

A empresa aponta como um dos seus compromissos “usar os recursos de forma eficiente”. Além disso, a Novartis diz-se empenhada em “reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), que afetam o clima”.

Relativamente ao futuro a Novartis avança que tem como objetivo “atingir a neutralidade carbónica das suas próprias operações até 2025”. Já a neutralidade de carbono na cadeia de abastecimento da Novartis é uma meta que o grupo pretende atingir “até 2030”. Tal como frisou a empresa no comunicado de imprensa.

Para atingir estas ambiciosas metas o grupo muniu-se “de um plano científico aprovado”. Apelidado de Science Based Target, “este compromete-nos com uma redução de 35% nas emissões absolutas na nossa cadeia de valor”. Tudo isto “sem recorrer a compensações de carbono”.

Projetos de energias renováveis

Tal como já referimos, a Novartis assinou recentemente vários contratos de compra de energia virtual. Estes acordos garantem que “a eletricidade eólica e solar serão geradas a partir de seis projetos de energias renováveis”.

Os projetos em causa são desenvolvidos por três fornecedores diferentes: Acciona, EDP Renováveis e Enel Green Power. Controlados desde Espanha, “espera-se que os projetos de energias renováveis estejam operacionais em 2023”, avança o grupo em comunicado.

A aposta nestes projetos foi feita com a esperança de que os mesmos “contribuam para a redução da pegada de carbono da Novartis nas suas operações europeias, durante 10 anos”. Um esforço que “equivale à remoção anual de mais de 13 mil veículos de passageiros das estradas”.

Os acordos europeus seguem o VPPA recentemente implementado com o parque eólico Santa Rita East no Texas, EUA. Uma iniciativa que compensa, atualmente, 100% da eletricidade gasta no âmbito das operações da Novartis nos EUA e no Canadá.

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