Desde 1 de janeiro de 2020 que os fabricantes têm de garantir que os ligeiros de passageiros novos que matricularem na União Europeia apresentem emissões médias de 95 gramas de CO2 por quilómetro.

Com muitas marcas já de calculadora na mão a tentar perceber se estão em risco de serem multadas por Bruxelas se vierem a derespeitar esse objetivo, a Volvo Cars e a Polestar são das siglas mais tranquilas para alcançar essa meta, em virtude do foco estratégico de eletrificação assumido por ambas as empresas.

Volvo estabeleceu acordo com a Ford, disponibilizando as suas emissões de CO2 excedentes para a marca americana não ser multada.

Na verdade, o grupo do construtor sueco (que inclui a Volvo e a Polestar) está de tal forma abaixo do nível estabelecido pela Comissão Europeia para a sua frota conjunta que estabeleceu um acordo com a Ford, disponibilizando as suas emissões de CO2 excedentes.

“Para o Volvo Car Group, o futuro é elétrico e estamos a transformar a nossa empresa através de ações concretas. É com muita satisfação que afirmamos que ficaremos abaixo do nível de redução de emissões de CO2 estabelecido. Isto prova que a nossa estratégia é a mais correta não só para o negócio como também para o planeta” – Hakan Samuelsson, CEO – Volvo Car Group.

Esta troca, que é potencialmente extensível a outros fabricantes automóveis, está de acordo com o sistema de pooling implementado pela Comissão Europeia. A receita resultante deste negócio será reinvestida em novos projetos de tecnologias verdes.

Através desta modalidade de pooling, um fabricante pode acordar com outro a compra do excedente ou parte da sua média de CO2 por frota. No caso da Volvo, a sigle sueca tem o suficiente para ajudar outras marcas.

Pelo menos, para já, não é conhecido o valor envolvido na transação.

O que se sabe é que, do lado da Ford, o “recall” que foi feito ao Kuga PHEV, pouco tempo após o modelo ter sido lançado, comprometeu que o fabricante tivesse conseguido vender um maior número de unidades desta variante mais ecológica.

Do lado da Volvo, esta folga de CO2 deve-se em grande parte ao facto do construtor sueco ter sido o primeiro construtor mundial, entre os tradicionais, a assumir o compromisso com a eletrificação e a colocá-la no centro das suas operações.

Estratégia eletrificada coloca Volvo e Polestar abaixo de meta de CO2

Hoje, a marca nórdica é, de resto, a única a oferecer uma variante híbrida plug-in (comercializados sob a sigla Recharge) em todos os modelos da sua gama.

Esta compra de créditos de CO2 não é singular: a Fiat Chrysler e a Honda fizeram isso em relação à Tesla e a Renault já fez saber que está disponível para aceitat parceiros, uma vez que estão igualmente abaixo das metas de emissões impostas por Bruxelas para 2020.

Nos próximos anos a Volvo irá lançar vários automóveis totalmente elétricos sendo o primeiro, o Volvo XC40 Recharge cujas primeiras entregas a clientes irão ocorrer ainda este ano a nícel mundial.

Até 2025 a Volvo Cars pretende atingir 50% das suas vendas mundiais com veiculos 100% elétricos sendo a restante quota preenchida com modelos híbridos.

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