Neste Dia Internacional contra as Alterações Climáticas, comemorado em 24 de outubro, destaque para o relatório da ONU sobre Redução de Risco de Desastres, em que se indica que os primeiros 20 anos do século 21 foram marcados por um aumento “impressionante” dos desastres climáticos.

A pesquisa aponta o dedo às nações ricas pelo pouco que fizeram para reduzir as emissões associadas a ameaças climáticas responsáveis pela maior parte desses eventos.

Consequências dos desastres

De acordo com o relatório, houve 7.348 desastres em todo o mundo nas últimas duas décadas. Aproximadamente 1,23 milhão de pessoas morreram, cerca de 60 mil por ano. Além disso, mais de 4 mil milhões de pessoas foram afetadas.

Essas duas décadas causaram 2,97 trilhões de dólares em perdas para a economia global, algo como 2,5 biliões de euros. Os dados mostram que as nações mais pobres tiveram taxas de mortalidade mais de quatro vezes superiores às economias mais ricas.

Em comparação, o período anterior de 20 anos, de 1980 a 1999, teve 4.212 desastres relacionados com desastres naturais. Estes eventos causaram 1,19 milhão de mortes. Mais de 3 mil milhões de pessoas foram afetadas.

Prova cabal

Para os autores do relatório, “esta é uma prova clara de que num mundo onde a temperatura média global em 2019 era 1,1º C acima do período pré-industrial, os impactos estão a ser sentidos”.

Para os autores da análise, isso é evidente na maior frequência de ondas de calor, secas, inundações, tempestades de inverno, furacões e incêndios florestais.

inundações foram responsáveis ​​por mais de 40% dos desastres, seguidas por tempestades, terremotos e temperaturas extremas.

As inundações foram responsáveis ​​por mais de 40% dos desastres, afetando 1,65 mil milhões de pessoas, seguidas por tempestades, 28%, terremotos, 8%, e temperaturas extremas, 6%.

O relatório destaca alguns casos de sucesso na proteção de comunidades vulneráveis, graças a sistemas de alerta precoce, preparação e resposta, mas realça que aumentos da temperatura a nível global devem tornar essas melhorias obsoletas em muitos países.

O documento indica que a mudança nos padrões de chuva, por exemplo, representa um risco para 70% da agricultura global e para 1,3 mil milhões de pessoas que dependem da degradação de terras agrícolas.

Poucos esforços…

A representante especial do secretário-geral para Redução de Risco de Desastres, Mami Mizutori, refere que o cenário mantém-se adverso, “em particular devido a nações industrializadas que estão a falhar miseravelmente na redução das emissões de gases de efeito estufa”.

Para esta representante das nações Unidas, é “desconcertante” que as nações continuem, de forma consciente, a plantar as sementes da sua destruição, apesar da ciência e das provas de que estão a transformar a sua única casa num inferno inabitável para milhões de pessoas”.

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