A França está a prever introduzir um incentivo para a compra de veículos elétricos em segunda-mão.

O bónus fiscal poderá ser de 1.000 euros, de acordo com o ministro dos transportes gaulês, Jean-Baptiste Djebbari, ao jornal Le Parisien.

Até agora, o programa de subsídios do governo francês, tal como no resto dos países, entre os quais Portugal, inclui apenas verba para veículos elétricos novos.

A medida faz parte de um pacote mais amplo de medidas para reanimar a economia. Do pacote de estímulo económico de 100 mil milhões de euros, dois mil milhões de euros destinar-se-ão para a promoção da mobilidade elétrica em França.

Em contrapartida, os apoios para a aquisição de veículos elétricos novos, que foram aumentados durante a crise económica provocada pela pandemia da COVID-19, serão reduzidos dos atuais 7000 euros para 6000 euros, a partir de 1 de janeiro de 2021.

Jean-Baptiste Djebbari, Ministro dos Transportes de França, na entrevista concedida ao jornal Le Parisien

Mais postos de carregamento

Além dos incentivos financeiros para a compra de EV, mais estações de carregamento para elétricos serão construídas em França, acrescentou Djebbari.

De acordo com o governante, o objetivo original de 100 mil pontos de carga até ao final de 2022 será antecipado num ano, para o final de 2021.

O executivo francês conta ainda investir 100 milhões de euros em postos de carregamento rápido ao longo das estradas e autoestradas.

Para a concretização deste plano foi assinado um compromisso com várias empresas para a implantação de infraestrutura de carregamento de veículos elétricos, como E.Leclerc, LIDL, Système U, Green Yellow, Métropole du Grand Paris, FNCCR, grupos TOTAL, IZIVIA, ENGIE e ENEDIS.

Jean-Baptiste Djebbari, Ministro dos Transportes de França
Proposta de Orçamento de Estado para 2021 mantém apoios para EV
Por cá, a proposta de Orçamento de Estado para 2021, entregue esta semana pelo governo na Assembleia da República, não traz novidades em termos de apoios à compra de automóveis elétricos: mantêm-se apenas para veículos novos (automóveis, motos, velocípedes e ciclomtores todos elétricos) e embora o montante ainda não tenha sido detalhado, não deverá sofrer oscilações.
Certo é que a possibilidade de entregar um carro velho para abate e em troca receber um incentivo para a aquisição de uma viatura nova ficou de parte.
O Orçamento de Estado, que segue agora para debate, poderá ainda sofrer ajustes em sede de especialidade.

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