O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, participa neste domingo, 11 de outubro, na cerimónia que assinala o 50º aniversário da inauguração do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O evento contará ainda com a presença do Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino.

Na mesma ocasião será assinado o protocolo de cogestão do Parque Nacional da Peneda-Gerês, entre o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o Fundo Ambiental e a ADERE-Peneda Gerês, organização que desenvolve a sua atividade nos municípios integrantes deste território – Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro.

O modelo de cogestão desta Área Protegida integra também uma instituição de ensino superior, uma associação de defesa do ambiente e outros atores de relevância local.

“O Governo consolida, assim, a estratégia de valorização do território e da Rede Nacional de Áreas Protegidas, focada numa gestão ativa e de proximidade. Este protocolo, o sexto a ser assinado, prevê uma verba de 100 mil euros, a ser aplicada durante 36 meses, para apoio técnico e operacional e atividades prioritárias de promoção da cogestão desta área protegida”, refere o governo que informa que até ao final de 2020, os investimentos destinados às áreas protegidas ascenderão aos 29 milhões de euros.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês, inserido numa região montanhosa, essencialmente granítica, foi a primeira área protegida criada em Portugal, mantendo-se como o único com o estatuto de Parque Nacional, reconhecido internacionalmente com esta classificação.

Este Parque Nacional tem cerca de 70.000 ha, estendendo-se dos planaltos da Mourela ao de Castro Laboreiro incluindo as serras da Peneda, Soajo, Amarela e Gerês.

BE pede medidas de acalmia do trânsito na Mata de Albergaria

Dada a riqueza patrimonial e natural da Peneda-Gerês, dispõe de várias hipóteses de passeio na zona. Sugerimos aqui as indicações da marca Natural.PT do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Por ocasião da efeméride, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a circulação automóvel na Mata de Albergaria, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), pretendendo ainda os bloquistas conhecer as medidas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas para a acalmia do trânsito naquele local.

Num documento entregue na Assembleia da República, os deputados do Bloco de Esquerda eleitos pelo círculo de Braga (José Maria Cardoso e Alexandra Vieira), referem que “no âmbito do Projeto 4 – Ordenamento e sustentabilidade da Zona de Proteção Total da Mata de Albergaria – do Plano-Piloto de prevenção de incêndios florestais e de valorização e recuperação de habitats naturais no Parque Nacional da Peneda-Gerês, o ICNF entendeu necessário proceder à pavimentação da totalidade da estrada florestal entre Leonte e a Portela do Homem”, a EN 308-1.

Segundo os deputados, “apesar dos objetivos desse projeto serem a gestão e ordenamento da visitação massiva sazonal, a promoção de transportes alternativos e fruição do espaço natural e a promoção da adoção de uma conduta responsável de visitação, a obra visou essencialmente a repavimentação da via”.

Foto: João Martins (Unsplash)

Troço massivamente utilizado por veículos privados

“Não se conhece o desenvolvimento de qualquer alternativa de transporte público coletivo, pelo que aquele troço é massivamente utilizado por veículos privados. Atendendo às condições da via, alargada e com alcatrão novo, a velocidade máxima permitida para o local, já por si muito elevada (40 km/h), é muitas vezes ultrapassada. Também não há qualquer sinalização especial para alertar os visitantes para as características e sensibilidade do local”, afirmam.

Os bloquistas alegam que “este ano, atendendo ao aumento do turismo na região, o número de veículos a percorrer aquele troço cresceu significativamente”, pelo que “o excesso de circulação automóvel e o não cumprimento dos limites de velocidade tem provocado a morte de animais por atropelamento”.

Os deputados salientam que “a proteção deste tão importante património natural exige a adoção de medidas urgentes de desencorajamento do tráfego automóvel e de limitação da velocidade de circulação” e, por isso, pretendem que o Ministério do Ambiente e da Ação Climática esclareça se foi realizado algum estudo sobre a capacidade de carga da Mata de Albergaria (de pessoas e automóveis) e que medidas de acalmia de tráfego estão previstas para o local.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of