Nos anos 60, 70 e 80 o fibrocimento foi muito utilizado na construção civil, o seu sucesso deveu-se à simplicidade de fabrico, enorme versatilidade e baixo preço. É facilmente moldável, e daí a sua utilização nas placas para coberturas em construções que não exigiam uma estética apurada.

As placas de fibrocimento passaram a substituir com frequência as tradicionais telhas, que eram muito mais caras e difíceis de montar. A partir dos anos 90 começaram a surgir alertas sobre os perigos do amianto e a partir daí deixou de ser utilizado.

Telhado com fibrocimento, antes da intervenção

Os perigos do fibrocimento não consistem no material em si, mas sim nas partículas que liberta quando começa a degradar-se ou quando é removido sem os necessários cuidados. Quando o fibrocimento se parte ou se desfaz, lança para o ar pequenos fios que são as fibras de amianto.

Intervenção pode ser bom investimento

Como nos conta João Guerra, diretor de marketing da Helexia, “em alguns projetos, temo-nos deparado com coberturas em fibrocimento. Sendo um potencial fator de risco para a saúde publica, abre-se uma excelente oportunidade de efetuar a sua remoção e substituir por uma nova cobertura com painéis fotovoltaicos”.

João Guerra explica que “a remoção de telhados em fibrocimento, embora aumente o investimento inicial, faz todo o sentido no compromisso de crescimento económico sustentável que é defendido e nas relações que são estabelecidas a longo prazo com os clientes. Para a empresa proprietária do espaço, existe um triplo beneficio, elimina-se um fator de risco; reduz a sua conta de energia com a produção de energia solar, que é limpa e sustentável e por último sendo um investimento realizado pela Helexia, a empresa não tem necessidade de desviar capital da sua atividade core para estas ações.”

A Helexia já realizou diversas intervenções do género em empresas portuguesas, como é o caso das porcelanas Costa verde,  da empresa de mármores Magratex, da Domino Cerâmicas, a Plasgal e a Soladrilho. No total, estes projetos, representam 3,6MWp de potência instalada, 4,6GWh/ano de energia produzida, 2084Ton CO2/ano, equivalente a 53400 arvores /ano.

“A transição energética pode  e deve ajudar a eliminar riscos de saúde e capacitar as empresas para um desenvolvimento sustentável”, diz-nos João Guerra, da Helexia

A remoção do amianto é sempre efetuada por empresas com o necessário licenciamento e alvarás que habilitem a empresa e os profissionais para que a operação decorra dentro de elevados padrões de segurança.

Segundo a Helexia, as empresas onde o investimento é realizado na substituição de fibrocimento por centrais fotovoltaicas, existe uma preocupação dos empresários em assegurar a segurança dos seus colaboradores e, como tal, a substituição destas coberturas é algo que surge de forma natural e com a vantagem de não afetar recursos financeiros da empresa.

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