Numa altura em que a União Europeia anunciou que pretende ser mais agressiva nas metas da descarbonização, com o objetivo de passar a redução de CO2 de 40% para 55% até 2030, na recente conferência organizada pela Câmara Municipal da Amadora e pela EcoMood Portugal foi enfatizada a ideia de que a sustentabilidade ecológica está profundamente ligada à sustentabilidade económica, que fomenta a inovação, a criação de novos negócios e a geração de riqueza.

Um dos principais oradores a sublinhar isso foi Gonçalo Caeiro, presidente do grupo JOYN: “Os empresários não têm de ter receio entre escolher a sustentabilidade ecológica ou a sustentabilidade económica, porque ao escolherem uma estão a escolher a outra e ambas são boas para todos”.

Números para contrariar relutância

E apesar da sustentabilidade ecológica passar também pelos EV, a experiência tem demonstrada que ainda há relutância em vários setores do tecido empresarial para proceder à mudança de “chip”.

Nesse sentido, numa conferência anterior dedicada ao tema “A Mobilidade Pós COVID-19”, também organizada pela EcoMood Portugal e integrada na série de eventos ON Mobility, Gonçalo Caeiro tinha abordado um dos principais mitos ainda associados à mobilidade elétrica, o de que “genericamente, as pessoas têm a ideia que a mobilidade elétrica é dispendiosa”.

Para desmistificar este mito, Caeiro deu o próprio exemplo do Grupo JOYN que dirige que passou toda a sua frota para veículos elétricos: “Devido aos incentivos fiscais que temos, no instante em que fazemos a conversão da frota para carros elétricos, estamos a poupar 50% do cash flow”, afirmou.

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