O novo Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa vai prever a criação do estatuto de residentes sem carro mas que recorrem a mobilidade partilhada. Na prática, isto permitirá que os lisboetas estacionem veículos de mobilidade partilhada junto à sua habitação, nos locais destinados a residentes.

É, assim, introduzida uma nova figura – o Registo de Residente – que visa possibilitar aos residentes registados o acesso a diversos produtos, para além do Dístico de Residente, como sejam o acesso a lugar em parque de estacionamento associado à sua zona de residência, o estacionamento de veículos com Dístico de Mobilidade, a facilitação do estacionamento de veículo de um cuidador informal e a facilitação de visitas de residentes em períodos de menor pressão.

Nesse sentido, está ainda prevista a criação dos Dísticos de SNS e IPSS para possibilitar o estacionamento de veículos afetos à prestação de cuidados de saúde e de apoio às populações.

Com esta atualização, o Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública visa melhorar a disponibilidade de estacionamento na via pública, dando prioridade aos residentes.

Outras medidas incluem a gratuitidade do primeiro dístico de residente (para cada agregado) e a criação de estacionamento reservado para famílias numerosas com crianças até dois anos (Dístico de Família Numerosa), bem como a possibilidade de estacionamento residente nas zonas vermelhas e 2ª zona.

Nas zonas com maior pressão de estacionamento, o preço do terceiro dístico de residente vai aumentar.

As medidas serão aplicadas pela EMEL (Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa).

A gestão do estacionamento é um importante instrumento de gestão da mobilidade da cidade, assume o executivo camarário.

Miguel Gaspar, vereador com o pelouro da Mobilidade no município da capital explica que o objetivo é “ter sempre pelo menos um lugar disponível em cada quarteirão para estacionar, pois isso significa também que o tempo que se perde, e a poluição que se faz, à procura de um lugar, também reduz”.

Duas novas zonas mais caras

No âmbito deste novo Regulamento serão, igualmente, criadas duas novas zonas tarifárias, mais caras do que as três existentes atualmente (de cor verde com um custo de 0,80 euros/hora, de cor amarela com um custo de 1,20 euros/hora; e de cor vermelha com um custo de 1,60 euros/hora).

Essas duas novas zonas correspondem às cores castanha e preta, custando dois euros e três euros por hora, respetivamente, até um máximo de duas horas.

Essas novas zonas mais caras deverão ser implementadas no eixo central da cidade.
Novidade que está em estudo será a concessão de um desconto de 5% para quem utilizar os meios digitais, caso do ePark.

Vão também ser definidas novas regras para cargas e descargas, empresas, veículos de turismo e estacionamento de velocípedes (trotinetes), com o intuito de garantirem uma maior salvaguarda do espaço público, refere a autarquia.

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