A J.D. Power, que elaborou o ranking tecnológico automóvel de 2020 “Tech Experience Index” (TXI) do qual demos conta aqui, analisou as tecnologias que os automobilistas mais valorizam nos seus veículos e aquelas que consideram mais dispensáveis.

Tendo por base as opiniões de 82.527 novos proprietários de automóveis 90 dias após a aquisição dos seus veículos, a J.D. Power avaliou o quanto os proprietários gostam das tecnologias e a quantidade de problemas que enfrentam quando as usam.

Este estudo TXI Index complementa os estudos anuais da J.D. Power, Initial Quality Study (IQS)SM e o Automotive Performance, Execution and Layout (APEAL) Study,SM. e é também usado para ajudar a indústria automóvel a resolver eventuais áreas problemáticas antes que as tecnologias sejam amplamente disponibilizadas no setor, melhorando assim a experiência dos futuros utilizadores.

O estudo analisou 34 tecnologias, tendo-as dividido em quatro categorias:

  • conveniência;
  • automação emergente;
  • energia e sustentabilidade;
  • e infotainment e conectividade.

Apenas as tecnologias classificadas como avançadas foram elegíveis.

O que mais é valorizado: tecnologias que fornecem um “conjunto extra de olhos”

Do estudo, a J.D. Power salienta que os automobilistas dão bastante relevo às tecnologias que fornecem um “conjunto extra de olhos” para os ajudar a conduzir os veículos, sendo essa avaliação mais visível no segmento de luxo.

O que menos é valorizado: comandos por gestos

Inversamente, os comandos de controlo por gestos – que permite ao condutor controlar vários recursos do veículo usando gestos com as mãos em vez de tocar num botão ou ecrã – são a tecnologia que obteve a menor classificação em todos os atributos de satisfação, sendo essa avaliação sido feito pelos proprietários de viaturas de luxo (pois é neste segmento que este recurso está, por enquanto, disponível).

Os proprietários que têm esta tecnologia nos seus automóveis experimentam uma alta taxa de problemas (36 problemas por 100 veículos), que é mais do que o dobro de problemas da taxa da tecnologia que lhe está mais próxima na classificação, indica a J.D. Power.

Uma grande percentagem (61%) desses condutores usa o controlo por gestos menos de metade do tempo que está ao volante, sendo que 14% nunca o experimentou e 16% experimentaram-no, mas não o utilizam mais.

      • Desenvolvimento de tecnologias obrigatórias para automóveis
        “Uma corrida que nunca acaba”, diz J.D. Power
        “O desenvolvimento de tecnologias obrigatórias para automóveis é
        uma corrida que nunca acaba. As novas tecnologias continuam a ser um fator
        primordial na decisão de compra de um veículo. No entanto, é fundamental
        que os fabricantes sejam capazes de oferecer essas tecnologias de uma forma
        que os proprietários considerem intuitivas e confiáveis pois só desta forma
        as irão utilizar regularmente”, assume Kristin Kolodge, responsável
        pela divisão driver interaction & human machine interface research da J.D. Power.

     

    Confiança ainda baixa em tecnologias de condução autónoma

    Baseado nos dados do estudo, a J.D. Power declara que muitos condutores demonstram não confiar ainda nas tecnologias necessárias para uma condução mais automatizada.

    Alguns automobilistas ouvidos no inquérito mencionam a experiência positiva que têm com o uso da assistência de condução ativa (por exemplo, menor stress e chegar ao destino mais revigorado), mas esta etapa necessária para alcançar níveis mais elevados de condução autónoma está a falhar em ganhar a confiança da maioria dos automobilistas que consideram ser irritante ou perturbador.

    Segundo a J.D. Power, a aprendiuzagem e o treino dos automobilistas sobre a utilização adequada destas tecnologias de assistência à condução mais evoluídas “é fundamental para eliminar o mal-entendido sobre as potencialidades da tecnologia e, em muitos casos, essa formação simplesmente não está a acontecer”, concluem estes analistas.

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