A Finerge chegou a acordo com a EDP Renováveis para a aquisição da totalidade da participação de sete parques eólicos, num total de 242,4 MW de capacidade instalada, em Espanha.

Os parques eólicos terrestres (“onshore”) adquiridos pela Finerge estão localizados nas províncias de Ávila e de Tarragona e têm uma produção anual de 656 GWh, gerando uma faturação de cerca de 60 milhões de euros.

O negócio, de acordo com a EDP Renováveis, envolve um montante de 426 milhões de euros, sujeito às condições habituais de conclusão destas operações.

Espera-se que a transação, ainda sujeita a aprovações regulamentares, esteja concluída no quarto trimestre de 2020.

Esta operação representa um incremento de 22% da capacidade instalada da Finerge e insere-se numa lógica de expansão e crescimento do grupo na Península Ibérica, depois de, no ano passado, terem sido adquiridas seis centrais fotovoltaicas em Espanha, com uma capacidade instalada de 8,1 MW.

Desta forma, a Finerge passa a ter uma capacidade instalada de 250,5 MW em Espanha, tornando-se o sexto maior operador eólico da Península Ibérica, com um total de cerca de 1320 MW de capacidade instalada.

“Tal como anunciámos ser nossa intenção, estamos a expandir o nosso portefólio na Península Ibérica. Esta é uma aquisição muito importante, que nos garante um lugar de destaque na produção de energia eólica em Espanha. No atual contexto é importante que as empresas continuem a investir. Desse ponto de vista esta aquisição é uma prova de confiança no futuro deste setor” sublinha Pedro Norton, CEO da Finerge.

46 parques eólicos

A Finerge tem um total de 46 parques eólicos e quatro parques solares, em Portugal, e seis centrais solares fotovoltaicas em Espanha, à quais junta estes sete parques eólicos recém-adquiridos.

Do lado da EDP Renováveis, com esta transação, a empresa “já executou mais de 40% do objetivo de 4 mil milhões de euros de rotação de ativos para o período de 2019-22, como anunciado no Strategic Update de 12 de março de 2019. A venda de participações maioritárias em projetos operacionais ou em desenvolvimento permite à EDP acelerar a criação de valor, enquanto recicla capital para reinvestir em crescimento rentável”, esclarece a empresa à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).

O CEO da Finerge, Pedro norton, reforça que “esta é a primeira grande operação realizada desde a criação da Divisão de Crescimento da Finerge, sediada em Lisboa desde maio e para a qual continuamos a recrutar” e que “o objetivo é continuar a fazer investimentos que aportem valor à empresa e aos seus acionistas”.

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