No âmbito do projeto “Blue” que visa desempenhar um papel ativo na formação do público e apoiar a sociedade na transição para uma mobilidade mais sustentável, a Hyundai elencou os cinco fatores que devem ser considerados, especialmente por quem está a optar, pela primeira vez, por um EV.

Desde logo, e especialmente para quem nunca teve um veículo zero emissões locais, o construtor coreano sugere que “é essencial perceber quais as principais diferenças entre uma e outra tecnologia e o que muda na rotina de uma pessoa que compra um carro elétrico”.

Partilhamos com os leitores, esses aspetos essenciais destacados pela marca coreana.

➊ Abastecimento vs Carregamento

“Talvez não seja a principal diferença, mas é, sem dúvida, aquela que mais impacto tem na rotina dos proprietários de carros elétricos”, começa por referir a Hyundai.

Para os veículos convencionais basta uma deslocação até um posto de abastecimento e, em cerca de cinco minutos (ou menos) o carro tem combustível (Diesel ou gasolina) suficiente para percorrer centenas de quilómetros.

Nos últimos anos a rede energética tem registado um aumento rápido e considerável. De acordo com dados disponibilizados pela Mobi.e, já são, ao todo, 50 as cidades do país que possuem postos de carregamento, dando um total de 1.250 postos de carregamento de rua onde é possível carregar um automóvel elétrico.

A rede pública possui três tipos de postos de carregamento: postos normais de 3,7 kVA, postos semirrápidos de 22 kVA e postos rápidos de 43 kVA.

Sabia que…
… para ilustrar os tempos de carregamento de um carro elétrico Hyundai, a marca sul-coreana desenvolveu um simulador que lhe permite calcular o tempo de carregamento necessário para obter uma determinada percentagem de bateria e respetiva autonomia, de acordo com o modelo do carro (Kauai Electric, Ioniq Electric ou Ioniq Plug-in) e a capacidade da bateria?

O carregamento através dos postos considerados normais, embora mais benéficos para as baterias pois ajudam a preservar a sua capacidade e bom funcionamento, demora mais tempo.

Por outro lado, os postos de carregamento rápido de 43 kVA encontram-se, na sua maioria, em áreas de serviço de autoestradas.

A sua vantagem é que permitem carregar até 80% da bateria em cerca de 30 minutos (dependendo da potência do carregador que varia entre os 50 e os 350 kW).

“Estes tempos de carregamento oscilam consoante a bateria do automóvel. Seja em casa na tomada ‘normal’ ou com wallbox, nos carregamentos externos nos postos ‘tradicionais’ ou nos superchargers, uma bateria de 39 kWh vai exigir menos tempo de carregamento do que uma bateria de 64 kWh”, explica o fabricante coreano.

Como obter um cartão para carregar na rede pública?

O carregamento dos carros elétricos na rede pública implica a aquisição de um cartão que permite aceder às máquinas localizadas nos postos de carregamento. É necessário celebrar um contrato com um Comercializador de Energia de Mobilidade Elétrica (CEME), que é, na realidade, uma empresa fornecedora de energia com oferta comercial para a mobilidade elétrica.

É a esta empresa que pagará a eletricidade consumida nos carregamentos na rede pública. Mas, não é este o único custo com o carregamento nesta rede. Tem ainda que ter em conta os impostos aplicáveis e o custo de utilização do posto, um valor que tem que ser afixado em cada posto pelos operadores de mobilidade, ou seja, a empresa responsável pela instalação e operação desse posto de carregamento.

Contudo, os veículos elétricos apresentam aquilo que pode ser considerada uma vantagem: podem ser carregados a partir de praticamente qualquer tomada elétrica, nomeadamente em casa.

➋ Autonomia: planeamento é o segredo

Embora a autonomia dos carros elétricos tenha vindo a aumentar e seja possível encontrar no mercado alguns veículos que oferecem autonomias superiores a 400 km, os veículos convencionais conseguem oferecer uma autonomia superior. No entanto, a menos que percorra grandes distâncias diariamente (500 km), a situação da autonomia e carregamento do automóvel resolve-se facilmente com o planeamento da utilização do automóvel.

Caso faça, por exemplo, diariamente 300 km, terá provavelmente de carregar o carro todos os dias à noite para garantir que no dia seguinte tem autonomia suficiente para ser utilizado. Em contrapartida, se percorrer poucos quilómetros por dia, por exemplo 20 km, uma carga poderá ser suficiente para toda a semana. Neste caso, os Plug-in podem ser uma hipótese devido ao facto de apresentarem autonomias elétricas a rondar os 50 km em condução urbana.

A autonomia é um ponto crítico para quem percorre muitos quilómetros diariamente. No entanto, tudo se resolve com um bom planeamento, diz a Hyundai.

➌ Manutenção dos veículos

Quando se trata de manutenção, muitas são as vantagens de um veículo elétrico, pois tem uma periodicidade inferior à restante gama com motor a combustão, é mais simples e é também mais económico.

Os veículos a combustão devem fazer uma revisão a cada 15.000 km aproximadamente, enquanto um carro elétrico deve fazer uma revisão a cada 50.000 km. Um veículo a combustão tem muitos mais componentes que exigem manutenção e substituição periódica que um elétrico como, por exemplo, o filtro de combustível, filtro de óleo, óleo do motor, correia de distribuição que simplesmente não existem no veículo elétrico.

Adicionalmente, as pastilhas dos travões, por exemplo, têm um menor desgaste nos EV pois estes têm um sistema de travagem regenerativa que apenas utiliza as pastilhas de travões em travagens repentinas e a fundo, sendo por este motivo menos frequente a necessidade de manutenção e a substituição de componentes.

➍ Benefícios e incentivos fiscais para EV

Sem dúvida que no que diz respeito a impostos, os veículos elétricos são bastante favorecidos pois, para além de existirem apoios e isenções específicas para os veículos elétricos, os carros a combustão são cada vez mais penalizados com aumento de impostos.
Com o objetivo de promover a aquisição de veículos 100% elétricos, existem vários incentivos à aquisição deste tipo de veículos. São exemplos a isenção do Imposto Único de Circulação, que permite eliminar um custo que seria anual e a isenção do Imposto Sobre Veículos, que diminui o preço final de venda do veículo.

Adicionalmente, o Estado criou ainda um apoio monetário de 3.000€, a ser atribuído a beneficiários que se candidatem e cumpram os requisitos de elegibilidade. A candidatura a este apoio tem que ser apresentada em formulário próprio no site do Fundo Ambiental e, em 2020, este incentivo tem como limite total anual e para todas as categorias de veículos considerados (veículos ligeiros elétricos, motociclos de duas rodas e ciclomotores elétricos, bicicletas elétricas, bicicletas de carga e bicicletas convencionais) de 4.000.000€.

Para as empresas, para além dos benefícios referidos anteriormente, existe ainda a possibilidade de dedução do IVA do veículo, permitindo reduzir significativamente o valor de custo do automóvel.

➎ Os carros elétricos são mesmo a opção mais económica?

“Sim, os veículos elétricos são a opção mais económica, pois embora o custo de aquisição de um automóvel elétrico à partida será superior à de um veículo convencional, o que se poupa em combustível e manutenção, para além dos benefícios fiscais, acaba por compensar, a nível monetário, a aquisição de um veículo elétrico”, responde a Hyundai.

A marca evidencia: “Quantos mais quilómetros percorrer, mais poupará em combustível, isto porque o preço da eletricidade é bastante inferior ao preço dos combustíveis”.

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