A Prio aposta na mobilidade elétrica há onze anos, mantendo-se convicta no triunfo da sustentabilidade da eletrificação dos transportes.

Em declarações ao Motor 24 e Dinheiro Vivo, Emanuel Proença, administrador da Prio, considera que a mobilidade elétrica é uma “tendência estrutural” que “continua inalterada”, mesmo que a curto prazo possa haver algum abrandamento do ritmo de adaptação dos veículos elétricos, motivada pela pandemia da COVID-19.

Porém, para Emanuel Proença, importa conciliar o processo evolutivo da mobilidade elétrica com a própria aceleração da transição energética: “Os carros têm uma vida útil de 20 a 25 anos. É transversal aos mercados europeus. São décadas. O automóvel vendido hoje, estará cá nos próximos 20 a 25 anos. E o parque automóvel vendido atualmente, ainda é 95% composto por motores de combustão”, salienta.

Nesse sentido, Emanuel Proença entende a validade de se olhar para um conjunto alargado de soluções que ajudem a acelerar o processo de transição energético, rumo a uma sociedade descarbonizada.

Entre essas soluções encontram-se a substituição dos combustíveis fósseis por limpos, os biocombustíveis, o CCS (Carbon Capture and Storage), o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) e o próprio hidrogénio verde.

Vários programas de incentivo

“Há muito a explorar e com os incentivos certos, Portugal poderá ser um case study de transição energética nos transportes”, aponta o administrador da Prio para quem existem várias formas de incentivar a mudança de soluções de energia para a mobilidade. “A fiscal será uma delas”, diz, mas faz notar que não é a única. “Há outros programas de apoio ao financiamento e à renovação de frotas. Existem programas de equalização da fiscalidade para várias soluções de transição energética e programas de promoção de energia para a mobilidade, que não têm tanto efeito mediático como os veículos elétricos, mas que são tão bons ou melhores”.

Para Emanuel Proença, “o Estado tem feito um bom trabalho na promoção do veículo elétrico. Mas deve dar, também, condições e oportunidades similares às outras fontes para a transição energética”.

Apoio à Portugalidade

A Prio teve de adaptar-se aos tempos de pandemia. E de proteger os colaboradores. “Cerca de 80% continuou a trabalhar”, recorda. Muitos não podiam trabalhar a partir de casa, como foi o caso dos funcionários dos postos de abastecimento e da fábrica de biocombustíveis. “Estamos a ajustar-nos. Mas há uma parcela que ainda ninguém sabe como evoluirá. Faltará recuperarmos 10 a 15% para regressarmos à normalidade”, revela. Durante este período, a Prio procurou estar próxima dos clientes. “Estamos a retomar a atividade promocional, numa lógica de apoio à portugalidade. Criámos a campanha ‘Vai Passear’ para promover deslocações, em segurança, aos locais mais recônditos do nosso país”, revela.

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