O Paquistão foi alvo de décadas consecutivas de deflorestações e períodos de secas severas. Consciente desse problema, o país decidiu implementar medidas um tanto ou quanto “ambiciosas”: plantar dez bilhões de árvores. Através desta iniciativa pretendem trazer de volta o verde para as paisagens paquistanesas. Outro dos objetivos é diminuir o ritmo a que as mudanças climáticas estão a acontecer.

O projeto teve uma grande adesão por parte das gerações mais novas. Apesar da meta ambiciosa de 10 biliões de árvores, estes apoiaram e celebraram o projeto de reflorestação do país. Conhecida como “Tsunami”, a iniciativa já foi colocada em prática e ganhou especial importância. Principalmente durante este período em que muitos perderam a sua fonte de rendimento devido ao COVID-19.

O governo do Paquistão colocou estes desempregados novamente no ativo ao empregá-los através do projeto de replantação do país.Neste trabalho as pessoas vão receber cerca de 3 euros por dia. Um valor equivalente a metade do rendimento diário dos funcionários da construção civil.

Aparentemente este é um valor irrisório, contudo o órgão de comunicação Al Jazeera garante que “esta quantia de dinheiro ao final do dia pode fazer a diferença em muitas famílias que estão a passar por dificuldades”.

Governo investe em recursos humanos

As previsões avançadas pelo estado paquistanês indicam que vão ser criados cerca de 64 mil novos postos de trabalho. Imran Niazi, primeiro ministro do Paquistão defende que assim vai conseguir “intensificar a reflorestação do país e assegurar rendimentos mínimos aos cidadãos”.

Um dado curioso a cerca da iniciativa “Tsunami” prende-se com o facto de terem sido criadas principalmente em zonas rurais. Além disso, a maioria das vagas são destinadas a mulheres e jovens desempregados. Talvez assim seja possível evitar que estes cidadãos migrem para centros urbanos, atualmente em quarentena.

Na cidade paquistanesa Punjab, dirigida por Shahid Awan, já foram plantadas 30 milhões de espécies nativas. No entanto, Awan ambiciona plantar, no seu municipio, um total de 50 milhões de árvores até ao final do ano.

Melhor forma de controlar os níveis de carbono

Uma das melhores formas de reduzir os níveis de amissões de carbono é através da plantação de árvores, pelo menos é isso que alega um estudo levado a cabo pela publicação Science. Este vai ainda mais longe e afirma que “a plantação de árvores em larga escala pode ser uma ferramenta poderosa no controlo das mudanças climáticas”.

Com a plantação de 10 biliões de árvores, o Paquistão está a contribuir para a recuperação do planeta. Mas ao mesmo tempo, está a desenvolver benefícios sociais importantes numa fase em que as incertezas são tantas.

A reflorestação do Paquistão permitirá que cidadãos desempregados tenham novamente rendimentos para fazer face às despesas do seu dia-a-dia. Servirá também para proteger as pessoas na medida em que vão poder “fugir” das cidades onde o risco de contrair COVID-19 é maior. Assim como melhorará a qualidade de vida dos paquistaneses na medida em que os 10 bilhões de árvores serão responsáveis pela purificação do ar que estas pessoas respiram.

Durante as plantações, todos os funcionários serão obrigados a usar máscara e cumprir regras como a distância de segurança. Foram essas as garantias dadas pelo governo paquistanês.

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