O plano de recuperação económica de 130 mil milhões de euros para os anos de 2020 e 2021 que a Alemanha anunciou lançar, com o intuito de estimular uma economia fortemente afetada pela pandemia, não esqueceu a mobilidade elétrica.

Este novo plano soma-se aos 156 mil milhões de euros de uma ajuda que já tinha sido garantida em março, aquando do início da pandemia.

Uma das medidas mais ambiciosas do pacote de apoios é a que visa promover a disseminação de estações de carregamento de veículos elétricos pelo maior número possível de localidades.

O intuito mesmo é que cada “bomba de gasolina” venha a ter pontos de carregamento para BEV, de forma a que a Alemanha tenha, em 2030, um milhão de postos de carregamento elétrico.

Esta meta indispensável para promover a mobilidade elétrica é bastante ambiciosa, já que as estimativas de março de 2020 avançadas pela associação de energia alemã (BDEW) apontam para que na Alemanha haja apenas 27.730 postos de carregamento para EV.

Os especialistas calculam que para os veículos elétricos sejam viáveis para toda a população, em matéria de carregamento será necessário que haja em território alemão 70.000 estações de carga.

Subsídios para compra de elétricos

Como parte de um esforço mais amplo para uma “recuperação verde”, o plano promete 2,2 mil milhões de euros em subsídios para veículos elétricos, com outros 2 mil milhões de euros a serem colocados ao dispor dos fabricantes para pesquisa e desenvolvimento de soluções que promovam os automóveis elétricos.

Os compradores de carros totalmente elétricos que custem até 40.000 euros serão elegíveis para uma subvenção total de 9.000 euros, um terço da qual (3.000 euros) será financiada pelas marcas. Os restantes dois terços (6.000 euros) serão atribuídos pelo Estado.

Ou seja, há um aumento para o dobro (de 3.000 euros para 6.000 euros) no valor a oferecer pelo Estado aos consumidores germânicos que optarem por comprar um novo veículo elétrico.

Angela Merkel na fábrica da VW de Zwickau, onde é feito o ID.3

Os interessados em híbridos plug-in de até 40.000 euros também receberão subsídios mais generosos aos do período pré-pandemia, sendo disponibilizados 4.500 euros governamentais e 2.250 euros dos fabricantes.

Entre as medidas anunciadas está ainda a redução temporária do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), de 19% para 16% na taxa normal, o que beneficia os automóveis.

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