A Mazda deu início, esta semana, na sua fábrica de Ujina Nº1, em Hiroshima, Japão, à montagem das unidades de produção do novo MX-30, o primeiro modelo totalmente elétrico da marca.

O arranque oficial da produção do MX-30 foi no dia 19 de maio.

O novo MX-30 está equipado com o novo bloco e-Skyactiv, a nova montra tecnológica elétrica da Mazda. O SUV tem tração dianteira, um motor síncrono AC com uma potência de 107 kW (145 cv) e uma bateria de iões de lítio de 35,5 kWh.

Em termos de autonomia, o construtor declara algo a rondar os 200 km (combinado, norma WLTP).

Segundo a Mazda, o sistema pode ser carregado a 80% em aproximadamente 40 minutos, quando usado um carregador rápido do tipo DC.

Sem pilar central

Do ponto de vista estilístico, o novo MX-30 abdica do pilar central, recorrendo a portas do tipo freestyle.

No habitáculo, o cockpit está direcionado para o condutor, havendo um ecrã central touchscreen com 7’’ para o controlo do ar condicionado.

Cortiça portuguesa no interior

Um dos aspetos curiosos deste SUV elétrico é o facto de recorrer a diversos tipos de materiais ecológicos para o seu interior, incluindo cortiça portuguesa.

Zonas no interior do novo MX-30, nas quais a Mazda recorreu à cortiça portuguesa

Os forros das portas foram concebidos com fibras obtidas a partir da reciclagem de garrafas de plástico.

Já disponível em regime de pré-encomenda, o MX-30 irá chegar aos diferentes mercados europeus a partir do próximo outono.

Mazda mx-30 já tem preços finais

Em Portugal, a partir de 34.535 euros

Em termos de gama para Portugal estão, nesta altura, definidos 4 níveis de equipamento possíveis: First Edition, integrando uma composição de conteúdos específicos para esta fase inicial de lançamento, permitindo aos clientes do SUV MX-30 diferenciarem-se dos demais, complementando os tradicionais patamares “Excellence”, “Excellence Pack Plus” e “Excellence Pack Plus + Pack Premium + TAE” (tejadilho de abrir elétrico), sequencialmente dotados de maior volume de conteúdos de segurança, conforto, tecnologias e elementos de design, entre outros.

O intervalo de preços para Portugal do novo Mazda MX-30 está, neste momento, compreendido entre os 34.535€ e os 39.755€ e o processo de configuração pode ser feito aqui, plataforma onde também se podem consultar os conteúdos para cada nível de equipamento.

quatro níveis de equipamento, incluindo uma “first edition” mais equipada.

Contacto dinâmico com protótipo

Interessante mencionar o facto de, em dezembro de 2019, termos tido um contacto dinâmico com um protótipo do MX-30. Em rigor, tratava-se de um CX-30 (na carroçaria) equipado com a propulsão elétrica que a Mazda incorporará no MX-30 final.

Foi um contacto limitado, dado ter-se tratado de uma versão ainda de desenvolvimento, não tendo o “ensaio” com esse “CX-30 por fora/MX-30 por dentro” compreendido mais de 30 km.

Nesta experiência, a Mazda mostrou-nos também um genuíno MX-30, mas era apenas um exemplar, de cor branca, e encontrava-se meramente exposto numa sala. Só para ver. Nem sequer se podia tocar e muito menos entrar no interior, pois tratava-se de uma unidade quase única, feita à mão, longe de estar finalizada, ainda que, esteticamente, tudo estava “ok”.

A troca de impressões com alguns responsáveis de engenharia e design do produto permitiram cimentar algumas ideias, designadamente a da importância deste novo modelo para o fabricante, numa altura em que os construtores com presença europeia têm de cumprir a média de 95 g/km de CO2, já a partir deste 2020.

O primeiro 100% elétrico da Mazda é um SUV. Porquê?

A marca assume que o SUV é um tipo de carroçaria que os consumidores procuram muito. Dentro desse espírito, o construtor apostou num design específico (e apelativo) espelhado nas portas de abertura antagónicas.

Com 4395 mm de comprimento, 1795 mm de largura, 1555 mm de altura e 2655 mm de distância entre eixos, o MX-30 é igual em comprimento, largura e distância entre eixos ao CX-30. Só a altura é que é ligeiramente diferente. O MX-30 tem uma altura ao solo 30 mm maior do que o CX-30. Ambos os SUV (MX-30 e CX-30) usam a mesma plataforma, embora adaptada no caso da variante EV para alojar as baterias.

A distinção vem, efetivamente, por via do design, com as tais duas portas traseiras de abertura invertida (as da frente abrem-se de forma convencional, num ângulo de até 82º, e as traseiras, abrem de forma oposta, num ângulo de 80º), ao estilo do mítico RX-8.

Do ponto de vista tecnológico e de investimento, este novo modelo (de motor elétrico montado à frente) é a maneira da Mazda, tão depressa quanto possível e com custos de desenvolvimento mais contidos, passar a dizer “presente” em termos de EV e de não se atrasar mais na mobilidade elétrica.

A autonomia de 200 km parecerá escassa (a bateria tem 35,5 kWh e é fornecida pela Panasonic), mas os técnicos da Mazda reforçam que a média das deslocações diárias dos clientes europeus é de 48 km. Colocar uma bateria de maiores dimensões implicaria também mais custos para o fabricante, os quais se repercutiriam num modelo mais caro.

Sabia que…
… o MX-30 tem a mesma capacidade de baterias do Honda e?: 35,5 kWh.

Para quem precisar de um alcance maior, a Mazda conta disponibilizar em 2021 uma variante com extensor de autonomia, garantida por um motor rotativo Wankel (a gasolina).

Em termos dinâmicos, o contacto com este “CX-30 por fora/MX-30 por dentro”, mostrou-nos, na altura, uma proposta equilibrada e satisfatória. Embora longe de ser sobremotorizada, a potência garantida mostrou cumprir com o que se exige. E pareceu-nos, igualmente, um produto consistente, no sentido de que a preocupação ambiental que presidiu à sua conceção esteve, igualmente, presente nos materiais escolhidos para o veículo (e que passa pelo referido aproveitamento de plásticos reciclados e da casca dos sobreiros portugueses ou não fosse Portugal líder da produção mundial de cortiça).

Aspeto interessante e com o objetivo de “prender” os “petrol heads”: o som do carro é eletrónico, podendo recriar artificialmente o ruído de um motor de combustão, sendo debitado unicamente para o habitáculo. Quem está no exterior, não ouve essa parecença sonora com um veículo a gasolina. O som está sincronizado com o binário do motor em termos de frequência sonora.

Quando o modelo chegar ao mercado, poderemos avaliar melhor todas estas primeiras impressões com que ficámos do contacto com o protótipo.

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