Com a chegada ao mercado da versão Plug-in no XC40, a Volvo passa a dispor em todos os seus modelos de opções de ligar à corrente.

É, de resto, a única marca no mercado em que isso acontece atualmente.

O XC40 Plug in Hybrid acrescenta o interesse de ser o mais barato dos PHEV da Volvo.

Tendo por base a plataforma CMA – Compact Modular Architecture da Volvo, o XC40 paga Classe 1 nas portagens nacionais.

Outro dado: quem andar à procura de um SUV compacto de um construtor “premium” com uma motorização híbrida Plug-in não encontra atualmente nenhuma proposta, além desta.

Os modelos existentes com este género de propulsão são de marcas generalistas e os emblemas “premium”, como Audi, BMW, Jaguar Land Rover e Mercedes-Benz, não têm neste momento, em Portugal, à venda um modelo com este perfil. Os plug-in da BMW X1 xDrive25e e X2 xDrive25e ainda não se encontram em comercialização. Por seu lado, o Mercedes-Benz GLA 250 e plug-in hybrid tem o seu lançamento previsto para setembro.

262 cv de potência combinada

O Volvo XC40, que tem averbado no currículo o título de “Carro Europeu do Ano 2018”, passa, com esta nova versão T5 Plug in Hybrid, a juntar um “coração” híbrido com 262 cv de potência (em modo Power) e uma autonomia 100% elétrica declarada até 50 km.

Este XC40 Plug-in é o primeiro Volvo a ser encaixado no “branding” Recharge, após a revelação da variante 100% elétrica do XC40. Esta designação será utilizada em todos os futuros PHEV e elétricos integrais do construtor.

Em termos de Volvo, esta variante T5 introduz igualmente uma novidade dado que, até aqui, a gama PHEV da legião sueca (das linhas 60 e 90) assentava sempre num motor a gasolina de quatro cilindros e dois litros (1969 cc) e tração às quatro rodas, através de um motor elétrico na traseira.

Com este T5, todo este “layout” se altera: o propulsor a combustão é um três cilindros de 1,5 litros a gasolina e a motricidade é exclusivamente dianteira.

Tanto o motor tricilíndrico como o motor elétrico (de 60 kW) estão localizados na secção frontal.

Design sem grandes alterações

Do ponto de vista do design, esta variante Plug-in tem apenas dois elementos que a distinguem de modo evidente das demais versões do XC40: o logótipo T5 no portão traseiro da viatura e a porta de carregamento situada do lado do condutor, sensivelmente por cima do arco da roda dianteira.

Do mesmo modo, este XC40 não oferece uma diferente capacidade de bagagem das versões a gasolina e a gasóleo (tendo 460 litros), algo que nem sempre sucede com alguns modelos plug-in, o que é positivo. Além de não afetar o volume da carga, a localização das baterias não prejudica igualmente o espaço interior, havendo um generoso espaço ao nível da altura da cabeça e dos joelhos.

No habitáculo, aliás, temos também o ambiente típico dos atuais Volvo: sóbrio, de bom gosto, bons assentos, materiais de boa qualidade e solidamente montados. A unidade que tivemos à nossa disposição tinha o nível Inscription.

Em termos mecânicos, por defeito, o modelo pretere o motor de combustão para arrancar em modo elétrico, o que funciona como uma afirmação de identidade ecológica de que gostámos.

O modo elétrico permanece o único responsável pela locomoção da viatura desde que haja carga na bateria e caso não se façam acelerações bruscas. Nesse cenário em que o modo “Pure” (100% elétrico) comanda o SUV e o propulsor a gasolina fica ignorado, o XC40 é muito suave a rolar, deslizando silenciosamente pelas estradas, sem ser vagaroso.

Lançado em 2018, o XC40 representou a entrada da marca sueca no segmento dos pequenos SUV cuja importância na indústria automóvel tem vindo a ser crescente ao longo dos últimos anos. O seu sucesso foi imediato junto dos clientes e da imprensa especializada tendo conquistado, no início desse ano, o troféu “Car of The Year” atribuído pela primeira vez à Volvo.

Face ao XC40 T3, o depósito da gasolina é que é inferior: 48 litros em vez de 54 litros.

Apesar do maior peso desta derivação PHEV por comparação aos demais XC40 (1871 kg do T5 contra 1742 kg da versão XC40 Inscription D3 AWD também de caixa automática ou mesmo dos 1574 kg do T3), os 82 cv do motor elétrico têm a força necessária para agilizar este crossover em modo EV.

Souplesse a andar

No fundo, estamos perante praticamente a mesma dose de força do motor elétrico do T8 Twin Engine do Volvo XC90 (motor elétrico de 87 cv), contudo, como temos no XC40 menos peso para deslocar em modo 100% elétrico (o XC90 pesa 2200 kg), o mais compacto dos crossovers Volvo tem uma maior souplesse.

Este facto faz com que o XC40 aparente leveza (apesar de ter quase duas toneladas) e deixa, claramente, a perceber que um motor elétrico casa muito bem com esta carroçaria, deixando-nos desejosos de experimentar o futuro XC40 Recharge que terá dois motores elétricos, um por eixo, numa potência combinada de 408 cv!

Neste XC40 PHEV, além do “Pure” (100% elétrico), o modelo inclui outros dois modos de condução: “Hybrid” e “Power”.

A velocidade máxima no modo elétrico é de 125 km/h. Acima disso, o pequeno motor de combustão é acionado.

Também, quando o acelerador vai mais fundo, o modo Hybrid entra em ação, fazendo-se ouvir o motor a gasolina, sendo de realçar a boa insonorização do bloco de três cilindros.
A transição entre modos de condução é discreta, a bem do conforto, e no modo “Hybrid” o computador a bordo faz uma gestão otimizada dos dois motores.

Isto significa que, em modo híbrido, muitas vezes o motor elétrico volta a funcionar para auxiliar ou mesmo render o propulsor a combustão. Quando a carga da bateria fica esgotada, a regeneração que se consegue possibilita que o SUV volte ao modo elétrico, ocasionalmente, caso dos arranques em engarrafamentos.

Em modo “Power”, o motor elétrico e a combustão trabalham em simultâneo para uma melhor performance. Não é explosivo, é certo, mas já traz uma maior chama ao veículo.
Em “Power” e numa aceleração mais profunda, o condutor é também presenteado com um som mais audível do motor.

Neste XC40, o seletor dos modos de condução é um botão que se situa por baixo do ecrã central, à direita do controlo do volume de som. Não é o cilindro rotativo horizontal que se encontra na base da consola central de outros modelos Volvo.

Tanto no modo “Hybrid” como no “Power”, o conjunto propulsor responde prontamente, com rápidas passagens de caixa por parte da transmissão automática de dupla embraiagem de sete velocidades.

Como é costume nos híbridos, também aqui os fluxos de energia, das cargas e descargas, e o funcionamento energético das duas unidades propulsoras são exibidas de forma clara no ecrã.

A direção leve e com uma afinação ideal para a cidade tornam-no um modelo ágil de manobrar.

De resto, esta versão híbrida de ligar à tomada do XC40 coloca o seu foco no conforto e não tanto na dinâmica, ou seja, está feito para andamentos descontraídos e não nervosos, circunstância que enfatiza o refinamento “premium” do veículo muito na esteira do estilo do irmão maior, XC90.

Este XC40 T5 é, pois, tanto um excelente companheiro para as deslocações em ambiente urbano, como para viagens mais longas de férias ou fim-de-semana.

Relativamente ao seu alcance em modo elétrico proporcionada pela bateria de iões de 10.7kWh, montada ao longo do túnel central do veículo, a marca anuncia 50 km. Quando agarrámos no SUV, o computador de bordo da viatura mostrava carga plena e uma estimativa de 40 km.

No nosso teste conseguimos 48 km em modo 100% elétrico. Nada mau. Até porque parte dos trajetos foram feitos em vias rápidas e não em cidade.

Empresas com preço especial com dedução de IVA incluída

Os preços da gama iniciam-se a partir de 35.000€ + IVA num preço especial para empresas onde se destaca a dedução do IVA a 100%; 10% de tributação autónoma e 25% do valor de ISV a pagar.

Os clientes que adquirirem a sua unidade até 30 de junho de 2020 recebem ainda a oferta de um ano de eletricidade gratuita num reembolso calculado através da aplicação Volvo on Call.

Estão disponíveis 4 versões distintas com PVP a partir de:
Inscription Expression: 46.516€
• R-Design Expression: 47.254€
• Inscription: 50.946€
R-Design: 51.684€

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