A Volvo pretende ser uma empresa circular e uma das suas vertentes mais interessantes é o “Volvo Cars Exchange System”, um programa de reaproveitamento de peças.

Este programa pretende restaurar as peças usadas às suas especificações originais, permitindo, assim, obter importantes ganhos ambientais e financeiros.

Estima-se que uma peça reaproveitada necessite até menos 85% de matérias primas e consuma até menos 80% de energia em comparação com uma peça nova.

Em 2019, o “Volvo Cars Exchange System” permitiu poupanças ambientais significativas.

Em termos de matérias primas, o programa conseguiu poupar quase 500 toneladas (341 toneladas de aço e 144 toneladas de alumínio). A energia economizada também foi muito significativa, correspondendo a uma redução na emissão de dióxido de carbono de cerca de 3.321 toneladas.

A origem do programa vem do pós-Segunda Guerra

Explica o fabricante que este processo foi iniciado em 1945, quando a Volvo Cars começou a restaurar caixas de velocidades na pequena cidade sueca de Köping. O que começou por ser uma solução de curto prazo devido à escassez de matérias-primas no pós-guerra, passou a tornar-se numa prática permanente, abrindo, assim, caminho para um exemplar programa de reaproveitamento de peças ao nível de um Original Equipment Manufacturer (OEM), em termos da indústria automóvel, o “Volvo Cars Exchange System”.

“Todas as peças dos automóveis da Volvo são produzidas de acordo com os mais rigorosos padrões de segurança e ambiente – tanto em termos de matérias-primas quanto de processos de fabrico. Assim, o princípio que alimenta o ‘Exchange System’ é que quando se tem peças dessa qualidade faz sentido aproveitá-las ao máximo uma vez desgastadas, em vez de simplesmente desfazê-las. Então, é exatamente isso que o ‘Volvo Exchange System’ faz”, refere o construtor.

Neste programa a Volvo reaproveita as peças desgastadas dos automóveis quando chega a hora de as substituir. As peças são cuidadosamente desmontadas e – se não estiverem danificadas ou gastas – são meticulosamente restauradas, segundo os mesmos padrões de qualidade das originais.

E se reciclassem apenas?

Sobre a razão pela qual a Volvo não se limita a reciclar, a marca aponta os motivos: “Tudo se resume a poupança. Os processos envolvidos na reciclagem de certas componentes de automóveis, consomem grandes quantidades de energia. Assim, ao restaurar as peças a Volvo Cars está a limitar o seu impacto ambiental não só ao nível de energia consumida mas também das matérias primas utilizadas”.

Atualização permite desempenho ainda melhor

Para além do ambiente, também os automóveis Volvo acabam por beneficiar, afirma o emblema nórdico, dado que estas peças possuem os mesmos padrões de qualidade e a mesma garantia das Peças Genuínas Volvo recém-fabricadas. Com uma vantagem adicional: essas peças são também são atualizadas com as especificações mais recentes, o que significa que podem vir a ter um desempenho ainda melhor na sua segunda vida.

Atualmente, o “Volvo Cars Exchange System” oferece uma extensa gama de peças restauradas, abrangendo modelos até 15 anos. Nesta gama de peças estão incluídas caixas de velocidades, injetores ou componentes eletrónicos. Tudo meticulosamente restaurado às especificações originais da Volvo Cars.

Alinhado com departamento de design

Hoje, o “Volvo Cars Exchange System” trabalha muito de perto com o departamento de design. O objetivo é conseguir criar soluções de design que possam simplificar a desmontagem de uma peça no futuro.

“Pode parecer um pequeno passo, mas quando se trata do meio ambiente, cada passo conta. Quando contabilizados os ganhos para o cliente, para o automóvel e para o mundo este restauro de peças parece continuar a ser um caminho responsável a seguir”, sublinha o fabricante.

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