Na Alemanha, um em cada cinco Porsche já é um modelo eletrificado (aqui se incluindo o elétrico Taycan e as várias opções híbridas plug-in). Ainda que o intuito do construtor seja o de aumentar esta proporção, o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Porsche declarou à publicação Automotive News Europe que a marca não vê como uma boa opção para si a hipótese de ter na sua gama modelos a hidrogénio.

O Taycan foi entregue a 1.391 clientes durante o primeiro trimestre de 2020, no mundo.

Essencialmente, Michael Steiner considera que as fuel cell não são viáveis para a Porsche devido à sua baixa potência.

“Não é adequada para nós”

Michael Steiner declara que a Porsche pode vir a desenvolver uma plataforma específica para eletrificar totalmente os seus modelos. Não é, contudo, uma decisão que esteja tomada.

“Continuamos a examinar [a questão do hidrogénio, n.d.r.], mas, de momento, essa tecnologia não é adequada para a Porsche“, afirma Steiner.

Este responsável explica: “A potência típica de uma célula de combustível a hidrogénio é de cerca de 100 kW (cerca de 136 cv); portanto, se se quiser mais energia, ainda é preciso incluir uma bateria grande para fornecer um pico de débito. Isso significa que é necessário mais espaço para a sua instalação”, pelo que isso traduz-se em mais espaço necessário para a instalação da solução e, em consequência, mais peso.

Eficiência deixa a desejar ainda, diz diretor da Porsche

Michael Steiner acrescenta ainda que, na sua perspetiva, “a eficiência energética geral do sistema fuel cell [levando em consideração todo o processo, desde o momento em que o hidrogénio é obtido até ser usado no veículo, n.d.r.] é muito baixa porque é necessária muita eletricidade para separar a água em hidrogénio, distribuí-la pelos postos de combustível e convertê-la novamente em eletricidade” na célula de combustível do veículo.

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