A Renault está presente no mercado chinês desde 2013, comercializando veículos com motores de combustão, numa joint-venture com o Dongfeng Motor Group.

Agora, numa histórica decisão, o construtor gaulês vai cessar a sua atividade na China de venda de viaturas a gasolina e gasóleo, passando nesse gigante mercado a dedicar-se exclusivamente à transação de veículos totalmente elétricos e comerciais.

Apesar desta saída de cena, a sigla francesa e a Dongfeng continuarão a cooperar com a Nissan em motores de nova geração.

A participação que a Renault detinha na joint-venture é, assim, adquirida pelo Grupo Dongfeng.

François Provost, responsável do Grupo Renault pela região Ásia-Pacífico, descreve a mudança para um modelo exclusivamente elétrico como “um novo capítulo na China para a empresa”.

Ainda que na China, o volume de unidades comercializadas seja reduzido (18.607 exemplares em 2019), esta não pode deixar de ser encarada como uma decisão com grande cunho simbólico por parte de um dos mais relevantes emblemas do mundo automóvel.

Por enquanto, os veículos elétricos da Renault continuarão a ser vendidos na China por intermédio das duas joint ventures existente: eGT New Energy Automotive (com a qual produz o K-ZE) e o grupo Jiangxi Jianglin.

Por seu lado, os veículos comerciais Renault serão transacionados na China através da Brilliance Jinbei Automotive.

A Renault refere que o desenvolvimento futuro dos seus veículos de passageiros será detalhado mais tarde.

Segundo dá conta, o fabricante francês e a Dongfeng também se envolverão numa cooperação inovadora no campo de veículos conectados inteligentes.

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