Apesar do estado de emergência ter entrado em vigor em Portugal, a pandemia do COVID-19 não pára os transportes públicos. Porém, há regras para utilizar os veículos das diferentes transportadoras.

É o caso da Carris (Lisboa), dos STCP (Porto), da Vimeca (Oeiras, Amadora, Cascais e Sintra) ou Scotturb (Sintra, Cascais e Oeiras). Isto para mencionar apenas algumas transportadoras.

A primeira novidade diz respeito à entrada nos autocarros e nos elétricos que é feita através da porta traseira, de modo a reduzir o contacto físico com os tripulantes. A porta da frente está, deste modo, interdita, numa indicação do Instituto de Mobilidade e Transportes.

Paralelamente e com o objetivo de proteger os motoristas, há fitas delimitadoras do posto do tripulante.

O intuito é criar perímetro de segurança entre o motorista dos autocarros e elétricos e os passageiros, tal como se vê nesta imagem da Carris.

Foto: Carris

“Dado que as entradas se passam a efetuar pela porta de saída, os clientes deverão adotar as regras que já estão habituados a utilizar em outros modos (nomeadamente no Metropolitano e na CP), ou seja, deixar os passageiros sair primeiro antes de entrarem na viatura”, é o pedido das várias transportadoras.

Posto isto, a venda de tarifas de bordo nos veículos da Carris, dos STCP, da Vimeca ou da Scotturb encontra-se suspensa por tempo indeterminado. As validações por parte dos passageiros são meramente facultativas.

“Deixa de haver contacto com dinheiro, quer por parte dos motoristas, quer dos passageiros”, sublinha a Vimeca.

Na Carris, os autocarros passam a parar obrigatoriamente em todas as paragens, independentemente de existirem passageiros que pretendam sair, ou entrar, dispensando assim os clientes de acionar o botão de stop.

Contudo, a partir do dia 23 de março, esta segunda-feira, passa a estar em vigor na Carris o horário de verão, com menos frequência de carreiras.

No caso das carreiras de elétricos e ainda na Carris, os horários aplicados a partir de 23 de março são aqueles que habitualmente vigoram de novembro a fevereiro.

Na capital portuguesa, o acesso ao miradouro de Santa Justa, bem como o elevador de Santa Justa estão encerrados por tempo indeterminado. Por seu lado, os ascensores do Lavra e da Glória mantêm a sua operação normal, sem vendas de tarifas de bordo.

“No seguimento das solicitações dos motoristas e guarda-freios da Carris, a utilização de máscaras por parte destes é deixada ao critério individual de cada um. É relembrado que as orientações da Direção Geral de Saúde estão alinhadas com o procedimento até agora adotado na Carris, isto é, a máscara está indicada apenas para situações em que há uma suspeição de infeção por COVID-19”, refere a Carris.

O ascensor da Bica mantém a sua operação normal, mas o compartimento do guarda-freio ficará interditado a passageiros. Tal como nos outros veículos da Carris, as vendas de tarifas de bordo estarão suspensas.

A empresa de Lisboa informa ainda que as transações comerciais na rede própria da Carris, lojas e quiosques, passam a ser realizadas exclusivamente por pagamentos com cartão.

O acesso às instalações da Carris implicará uma medição de temperatura.

O plano de contingência da Carris abrange outras medidas para assegurar a proteção dos clientes e colaboradores. Diariamente, é feita uma limpeza reforçada dos veículos, com especial atenção às superfícies mais tocadas, indica a empresa.

Relativamente aos STCP, a empresa está de forma complementar a divulgar as seguintes recomendações da ARS-Norte (Administração Regional de Saúde do Norte):
sempre que possível, assegurar uma distância de um metro relativamente a outros passageiros;
havendo lugares vazios, não se sentar junto a outro passageiro;
nas paragens, efetuar fila assegurando um perímetro de segurança de um metro.

Estas são as recomendações da Vimeca e da Scotturb aos clientes dos seus autocarros:

Fonte: Scotturb
Foto: Vimeca

 

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