Fábricas de produção de eletricidade ou pecuária? Quando se trata de mudanças climáticas, uma das grandes causas do aumento das emissões dos gases de efeito estufa é a criação de animais para alimentação.

O tema é sensível e polémico, dada as implicações ao nível alimentar e à escala global que implica, mas desta feita é a própria ONU a trazer o tema para a discussão pública, num curto vídeo.

O título do vídeo da ONU é mesmo “a pecuária como ameaça ao clima global”.

No vídeo são entrevistados Patrick O. Brown, da Impossible Foods, e Ethan Brown, da Beyond Meat, startups americanas de produtos à base de vegetais que imitam alimentos de origem animal.

“O uso de animais para a alimentação é o maior dos desafios ambientais. Não existe nenhum cenário para prevenir as catastróficas mudanças climáticas em que não haja uma ampla redução na escala da pecuária”, afirma Patrick O. Brown.

Área para pasto de animais ou cultivo de ração

Por seu lado, Ethan Brown refere que nos Estados Unidos “80% de toda a área cultivável é reservada ao pasto ou ao cultivo de ração para alimentar os animais que serão abatidos e transformados em carne”.

Ethan Brown diz que para atender ao aumento da procura global por carne são destruídas áreas de florestas tropicais para o cultivo de espécies como vacas, galinhas e porcos.

Nessa lógica, a redução de terreno agrícola para criação de animais para consumo libertaria milhões de quilómetros quadrados para a produção de vegetais ou para reflorestação.

“Se pudéssemos estalar os dedos e fazer essa indústria desaparecer, o que eu faria rapidamente se eu pudesse, a recuperação da biomassa vegetal daquela área iria começar a diminuir a concentração de gás carbónico na atmosfera”, aponta o responsável da Impossible Foods.

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