O toque feminino numa mobilidade cada vez mais elétrica, partilhada e conectada

Conectividade, assistentes ativados por voz ou segurança cibernética são áreas em que a Seat tem engenheiros e especialistas do sexo feminino.

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A nova ordem mundial que a chegada da mobilidade elétrica, partilhada e conectada estão a trazer está também a refletir-se numa salutar nova paridade, em que as mulheres surgem a desempenhar um papel fundamental na conceção da mobilidade do amanhã.

A propósito do Dia Internacional da Mulher (celebrado ontem, 8 de março), a Seat destaca a relevância do toque feminino no desenvolvimento dos veículos, dando como exemplos de três mulheres que estão a liderar o “desenvolvimento de áreas tão vitais para o futuro como a conectividade, assistentes de voz e segurança cibernética”, explica o fabricante que apresenta as suas histórias.

Assistentes de voz

Com 27 anos, Anna Homs está a desenvolver na Seat os assistentes de voz que serão utilizados em 2030. Anna Homs lidera uma equipa de profissionais da China, EUA e Alemanha que estudam as necessidades dos utilizadores e pensam em conceitos com dez anos de antecedência.

“Os assistentes de voz vão ser a peça chave no futuro da mobilidade, pois é uma forma de comunicação simples e confortável que é cada vez mais comum em casa, com o telemóvel e, claro, no automóvel”, delclara Anna Homs, engenheira da Seat e gestora de projetos de inovação do Grupo Volkswagen.

Para esta engenheira industrial, o mais apaixonante do mundo automóvel é a disrupção que está a sentir neste preciso momento: “Estamos num momento crucial de muitas mudanças e desafios e penso que é essencial envolvermo-nos para o fazermos à nossa maneira”.

Conectividade

A conectividade é um elemento central na mobilidade. O principal objetivo do trabalho de Paqui Lizana, gestora de produtos digitais da Seat, é tornar cada vez mais fácil lidar com coisas mais complexas.

“Num ecossistema totalmente conectado, vamos proativamente sugerir ao utilizador a melhor maneira de se deslocar a todo o momento, seja de automóvel, de mota… Com o futuro em mente, os produtos digitais serão a chave para lhes proporcionar a experiência que desejam e deixá-los levar essa experiência de um veículo para outro”, afirma.

“A minha paixão é trazer a mudança. Acredito que a nossa contribuição é muito valiosa, pois a chave para a inovação é a diversidade”, diz Paqui Lizana que com 37 anos de idade, viu crescer o número de mulheres no setor de engenharia.

Cibersegurança

Para que o futuro da mobilidade conectada seja seguro, o papel da alemã Mareike Gross é fundamental. Mareike Gross (41 anos) lidera a equipa de Sistemas Elétricos, Embalagem e Segurança Cibernética do Departamento de Desenvolvimento da Seat. “Estamos a trabalhar muito na proteção digital dos automóveis para protegê-los de hipotéticos ataques”, explica esta responsável que se formou em economia, mas esteve sempre ligada ao universo automóvel, já que cresceu perto da cidade de Estugarda.

“Quando vim para a Seat, fiquei feliz ao ver o número de mulheres a trabalhar no desenvolvimento de veículos. Realmente acho que é importante que estejamos aqui, porque temos que projetar uma mobilidade que leve em conta diferentes interesses e necessidades, uma mobilidade para todos”, diz Mareike Gross.

 

Utilizadoras mas também criadoras

“É devido a estes interesses e necessidades que as mulheres irão revolucionar as vendas do veículo elétrico”, salienta a Seat com base em análises da Universidade de Wessex, Inglaterra, e da Universidade de Arhus da Dinamarca.

A marca espanhola refere que o toque feminino será ainda mais fundamental no futuro, não apenas enquanto utilizadoras (“vários estudos indicam que, devido aos seus interesses e hábitos de condução, as mulheres serão fundamentais no mercado dos automóveis elétricos e no carsharing”, aponta o construtor espanhol), mas também como criadoras.

As mulheres dão mais prioridade à segurança e facilidade de utilização e têm mais consideração pelos custos e maior consciência ambiental. É por isso que o carsharing terá um grande potencial junto das mulheres, confirma o relatório da Comissão Europeia. Por exemplo, a distância anual percorrida por condutores do sexo feminino tende a ser inferior à dos condutores do sexo masculino e a partilha de automóveis é considerada mais eficaz para uma distância de 15.000 a 18.000 quilómetros por ano.

Mais engenheiras

Em países como o Reino Unido, o número de engenheiras duplicou em cinco anos, chegando a 58.000 em 2018, segundo a Associação STEM Women.

Para tornar os estudos técnicos e o setor automóvel mais atrativos para as estudantes femininas, a Seat começou a colaborar com a UPC (Universitat Politècnica de Catalunya) no seu programa STEM. Esta iniciativa visa promover a vocação técnica de meninas entre os 9 e 12 anos de idade em que já se consideram que têm idade para decidir as suas preferências profissionais.

Algumas engenheiras da Seat darão palestras nas escolas para informar os alunos sobre as oportunidades disponíveis ao prosseguirem os estudos nestas áreas.

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