A criação de praças em frente a 200 escolas de Barcelona é apontado por Ada Colau, política catalã, como um dos maiores projetos levados a cabo durante o seu mandato. Uma estratégia que visa principalmente “aumentar a segurança das crianças e baixar os níveis de poluição nos estabelecimentos de ensino”, afirma.

O reforço dos sinais de trânsito que indicam aproximação de um perímetro escolar e a limitação da velocidade máxima nos 20 km junto destes edifícios são algumas das medidas que fazem parte da iniciativa “Proteger as escolas”. 

Também serão eliminados alguns lugares de estacionamento e vai ser reduzida a quantidade de vias destinadas à circulação de carros. Dessa forma tornar-se-á possível construir mais áreas verdes nas imediações das escolas e consequentemente elevar a qualidade do ar.

Por se tratar de um projeto que visa o melhoramento dos ambientes escolares assim como o reforço da segurança das crianças todas estas alterações que estão a ser planeadas causam, entre a população, menos “atrito” do que era esperado.

No total vão ser investidos 10 milhões de euros em prol do projeto “Proteger as escolas”.

Iniciativa abrange 200 escolas primárias 

Dentro de três anos vão ser melhorados os meios envolventes de 200 escolas de Barcelona, pelo menos é isso que o “gobierno de los comunes” e o partido espanhol “PSC” prometem. No entanto, este ano apenas 20 destes estabelecimentos de ensino serão alvo de obras. 

Há poucos meses um aluno faleceu após ter sido atropelado nas imediações do centro de estudos Grèvol, no distrito espanhol de Sant Martí. Por esta razão a instituição em causa foi escolhida para ser a primeira a ser intervencionada no âmbito da iniciativa “Proteger as escolas”.

Nesta obra em específico será criada uma praça com bancos e jogos na entrada do estabelecimento de ensino, serão disponibilizados parqueamentos para as bicicletas e diminuir-se-á a quantidade de vias destinada à circulação de automóveis naquela zona.  

Barcelona declara “Emergência Climática”

Na mesma altura em que era apresentado a iniciativa “Proteger as escolas” esta cidade espanhola declarou emergência climática. De salientar que, apesar dos níveis de poluição terem diminuído no último ano, estes continuam acima do recomendado. 

Guille López é representante da plataforma Eixample Respira e há uns meses revelou os níveis de poluição das escolas de Barcelona. O profissional assistiu à apresentação da iniciativa “Proteger as escolas” e, apesar de lhe reconhecer bastante pertinência, considera que poderão vir a surgir alguns problemas ao longo da sua aplicação.

López considera que “não vai ser fácil intervir em escolas do centro de Espanha, localizadas em ruas com muito tráfego” assim como “será igualmente desafiante aplicar estas medidas preventivas em bairros onde há falta de estacionamentos nos edifícios e as pessoas deixam os carros maioritariamente na rua”.

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