A consultora imobiliária CBRE considera que as recentes mudanças anunciadas pela Câmara Municipal de Lisboa com a iniciativa ZER Avenida Baixa Chiado prometem trazer alterações positivas na reabilitação de edifícios que, por sua vez, poderão proporcionar novas aberturas de lojas nos centros históricos.

Ao analisar os impactos da ZER Avenida Baixa Chinado, a CBRE diz ter a expectativa de poder haver um efeito positivo, “ao proporcionar melhorias da experiência do cliente, mas também nos acessos e circulação de peões em zonas menos acessíveis”.

Com a iniciativa ZER Avenida Baixa Chiado, um perímetro alargado do centro urbano será beneficiado pela redução da circulação de veículos privados – menos 40 mil carros, segundo contas da autarquia lisboeta –, contando ainda com um reforço da rede de transportes públicos elétricos, que irão contribuir para uma redução estimada de 60 mil toneladas das emissões de CO2 nesta zona.

De acordo com estes especialistas em imobiliário, numa cidade que valoriza cada vez mais a qualidade de vida, a saúde e o meio ambiente, a iniciativa ZER Avenida Baixa Chiado, vem favorecer o aumento das áreas pedestres, permitindo um novo desfrutar do centro da cidade.

Carlos Récio, Senior Director A&T Retail da CBRE elogia a iniciativa ZER por vir “permitir um olhar renovado sobre o centro da cidade, trazendo novas oportunidades para o comércio de rua em Lisboa”.

Segundo Carlos Récio, “artérias até aqui pouco posicionadas junto dos operadores do retalho, como a Rua da Prata, na baixa da cidade, ganham novo dinamismo, tornando-se potenciais vias de interesse para investidores e proprietários”.

De acordo com a CBRE, em 2020, espera-se um crescimento das rendas no comércio de rua face a 2019 na ordem dos 4% na Rua Garrett, uma das vias abrangidas pela iniciativa ZER.

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