As novas tecnologias, como a inteligência artificial (IA), a impressão 3D e a robótica estão a mudar as expectativas e os requisitos da força de trabalho moderna para permitir que indivíduos, empresas e governos aproveitem o poder dessas novas tecnologias e o façam funcionar em seu prol.

A 50ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial em Davos decorre de 21 a 24 de janeiro.

A mensagem é dos especialistas em recursos humanos do Grupo Adecco que, a propósito da 50ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial em Davos, na qual participa, evidencia as cinco forças que se encontram a moldar e mudar o futuro do trabalho:

Incerteza geopolítica e económica: forças como volatilidade económica, instabilidade política e mudança climática estão a afetar a maneira como as empresas trabalham no nosso mundo globalizado;

Digitalização: o mundo do trabalho está a ser remodelado pela transformação digital. As empresas e as suas forças de trabalho estão a correr para se adaptarem a isso a um ritmo extremamente alucinante;

Mudança sociológica: em todo o mundo, as normas históricas estão a ser desafiadas e novos paradigmas e expectativas estão a surgir;

Uma nova mistura demográfica: muitos países no mundo desenvolvido estão a enfrentar o envelhecimento da força de trabalho, à medida que as pessoas trabalham mais; ao mesmo tempo, mais de metade da população global tem menos de 25 anos de idade;

375 milhões de funcionários  precisarão mudar de função até 2030. isto representa 14% da força de trabalho global.

Desequilíbrios de habilidades: O novo mundo do trabalho exige um rápido reexame das forças de trabalho em todo o mundo para acompanhar as mudanças tecnológicas.

O impacto dessas megatendências está a aumentar a necessidade de novas competências, novas ideias, modelos de formação e novas políticas. “Os empregadores estão a enfrentar novas expectativas das suas forças de trabalho – hoje, os funcionários querem trabalhar quando, onde e como desejam, num ambiente que corresponda às suas competências, interesses e necessidades de remuneração. Ao mesmo tempo, os empregadores precisam aceder a um conjunto de competências e capacidades de liderança em evolução, para criar forças de trabalho ágeis e flexíveis”, refere a Adecco.

Escassez de talentos e lacuna de competências

Na visão destes gestores de recursos humanos, o “maior desafio será a escassez de talentos e a crescente lacuna de competências”. A Adecco aponta números: pesquisas sugerem que 375 milhões de funcionários (14% da força de trabalho global) precisarão mudar de função até 2030.

 

Em resposta aos desafios, o Grupo Adecco considera ser importante as empresas e os colaboradores das firmas valorizarem quatro áreas, trabalhadas por esta empresa:

Requalificação

“Para que as empresas continuem competitivas, precisam transformar a sua força de trabalho agora e garantir que tenham as competências certas para liderar no futuro”, dá conta a Adecco.

O Grupo Adecco anunciou um compromisso global de capacitar cinco milhões de pessoas em todo o mundo até 2030. “Estamos orgulhosos de desempenhar um papel ativo para garantir que os indivíduos possam realizar o seu potencial neste mundo de trabalho em mudança e que as empresas e as instituições tenham acesso ao talento necessário para capitalizar as oportunidades futuras pela frente”, diz esta empresa de RH.

Os especialistas em recursos humanos sublinham que a era de um emprego para a vida toda foi substituída pelo conceito de aprendizagem ao longo da vida: as empresas precisam adotar esse modelo e investir constantemente da sua força de trabalho para acompanhar a velocidade da evolução das competências.

Formação contínua

Os sistemas educacionais precisam estar melhor alinhados às competências emergentes procuradas pelos empregadores, com um foco distinto nas competências sociais, bem como na capacitação técnica de qualificação.

“A educação tradicional já não prepara os jovens para o mundo atual e futuro do trabalho. Além disso, a era de um emprego para a vida foi substituída pelo conceito de aprendizagem ao longo da vida: as empresas precisam adotar esse modelo e investir constantemente na sua força de trabalho para acompanhar a velocidade da evolução das habilidades”, destacam os especialistas em recursos humanos que possui um programa, “CEO for One Month”, idealizado para solucionar algumas dessas lacunas.

Investimento na força de trabalho

“As empresas devem ser incentivadas a recrutar, em vez de dispensar, para criar a força de trabalho necessária para o futuro”, refere o Grupo Adecco.

Novo contrato social

“Um novo contrato social deve ser firmado entre empresas, governo e trabalhadores. Ele será construído sobre as pedras fundamentais da aprendizagem e da qualificação ao longo da vida. Ele envolverá empresas, governo e trabalhadores, integrando novas competências e formas digitais de trabalho e a nova diversidade de trabalho e vida”, aponta a Adecco.

Essas são algumas das propostas e ideias que a Adecco está a apresentar em Davos na reunião anual do Fórum Económico Mundial e que a empresa irá propor aos líderes empresariais, governamentais e à sociedade civil.

“Entramos na Quarta Revolução Industrial, na qual o mundo do trabalho está a sofrer mudanças rápidas” é a ideia-chave que a Adecco está a transmitir.

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