O projeto “OesteLED” que visa a substituição das tradicionais luminárias por outras de tecnologia LED para melhoria da eficiência energética da iluminação pública na zona Oeste, permitiu a instalação de 14.511 lâmpadas desta tecnologia mais eficiente no município de Torres Vedras, fazendo com que mais de metade da iluminação pública deste concelho seja feita através destas lâmpadas. “Com esta tecnologia, estima-se uma poupança de cerca de 388 mil euros por ano e serão emitidas menos 1093 toneladas de CO2 por ano”, indica a autarquia.

Sistemas LED foram igualmente implementados e reforçados em vários estabelecimentos de ensino, bem como no edifício multisserviços da Câmara Municipal de Torres Vedras e nos semáforos do concelho. “Já nas instalações do Teatro-Cine e no Centro Educativo da Ventosa foi corrigido o fator de potência, tendo sido instaladas baterias de condensadores para a produção de energia reativa consumida nos edifícios”, indica o município.

Segundo esta autarquia, o investimento em medidas de eficiência energética levou, ao longo dos últimos três anos, a uma redução do consumo de energia, assim como das emissões de dióxido de carbono (CO2). Anualmente, foram consumidos menos 3,7 milhões de kWh, enquanto foram emitidas menos 1,4 toneladas de CO2. O investimento realizado permitiu, ainda, uma poupança anual de cerca de 116 mil euros, de acordo com a autarquia.

Em comunicado, a câmara de Torres Vedras deu conta de outras intervenções que tem feito para ajudar ao combate das alterações climáticas.

12 pontos de carregamento

Nesse domínio e em prol da aposta na mobilidade elétrica, o município esclarece que existem 12 pontos de carregamento de veículos que, ao longo de 2019, permitiram evitar a emissão de cerca de 39 mil kg de CO2. Em 2019, estes pontos contabilizaram 402 utilizadores que efetuaram 6185 carregamentos.

No que toca à frota municipal, a integração de veículos elétricos levou a uma redução de 6,5% do consumo de combustível, registando-se uma redução de cerca de 32.632 litros de combustível.

Paralelamente a estas medidas, o município tem vindo a promover a arborização do território com espécies autóctones, uma vez que as árvores assumem um papel fundamental enquanto sumidouro de CO2, absorvendo os gases com efeito de estufa. Só em 2019 foram plantadas 4758 árvores que permitiram diminuir as emissões de CO2 em cerca de 20 toneladas. Entre árvores e arbustos, foram cedidas 6737 plantas aos munícipes.

O ano de 2019 ficou, também, marcado pela implementação do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS), o instrumento de planeamento do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) que conta com nove operações que visam melhorar a qualidade ambiental geral, as condições de saúde e bem-estar e a qualidade de vida urbana, assim como promover a sustentabilidade económica.

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