Com a noite da Consoada a aproximar-se e o Dia do Natal na iminência e os caixotes do lixo prestes a ser encherem com toda a fúria, seja com sacos, papéis de embrulho ou outros, o Observador Cetelem quis conhecer as preocupações ambientais dos portugueses.

O inquérito quantitativo do Observador Cetelem Natal 2019 foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Teve por base uma amostra representativa de 600 indivíduos residentes em Portugal Continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos de idade. A amostra total é representativa da população e está estratificada por distrito, sexo, idade e níveis socioeconómicos e conta com um erro máximo associado de +/- 4.0 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram feitas telefonicamente (CATI), com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado entre 16 e 25 de setembro de 2019.

Segundo o inquérito, 12% dos inquiridos diz recorrer a materiais recicláveis para os embrulhos, enquanto 7% admite reutilizar embrulhos de anos anteriores.

Há ainda quem reutilize os enfeites de Natal (4%) e crie os presentes que pretende oferecer (também em 4%).

Ainda que seja uma preocupação crescente, a esmagadora maioria (67%) indica que não coloca em prática qualquer iniciativa ambientalmente sustentável nesta altura.

Causas solidárias no Natal?

O Observador Cetelem quis ainda apurar o quão solidários são os portugueses, na época do ano porventura mais propícia a causas solidárias.

Ainda assim, de acordo com este barómetro, 73% dos portugueses indica que não tem qualquer hábito solidário no Natal.

Os 18% que têm este hábito indicam entre as atividades mais frequentes a entrega de roupa, brinquedos e alimentos a famílias necessitadas e instituições (8%), a aquisição de postais de Natal de associações como UNICEF (7%) e a entrega de doações em dinheiro a instituições (4%). Um por cento participa na distribuição da ceia de Natal aos sem abrigo.

O Observador Cetelem quis ainda saber se há uma relação direta entre o local escolhido para efetuar compras e as práticas ambientais e solidárias do estabelecimento. “De 1 a 10, em que 1 é “discordo totalmente” e 10 é “concordo totalmente”, o score médio obtido foi de 4.92, ligeiramente abaixo da neutralidade indicando que as preocupações ambientais e solidárias da loja têm impacto moderado na escolha dos locais onde os portugueses fazem compras”, explicam os autores do estudo.

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