A primeira aeronave comercial totalmente elétrica do mundo realizou o seu primeiro voo de teste, descolando da cidade canadiana de Vancouver, tendo sobrevoado o rio Fraser numa viagem que durou menos de 15 minutos, de acordo com a France Press.

Para se ser rigoroso, o local da descolagem e aterragem foi o rio Fraser, no terminal Harbour Air Seaplanes, em Richmond, dado que se tratou de um hidroavião DHC-2 da Havilland Beaver de 62 anos e equipado com um motor elétrico de 750 cv (560 kW) desenvolvido pela empresa de engenharia australiana magniX.

Este ePlane transporta seis pessoas e a autonomia da bateria permite que a aeronave percorra distâncias até 160 km.

“A autonomia atual não é a que gostaríamos, mas é suficiente para começar a revolução”, acrescenta Ganzarski.

Apesar de todas as limitações, Roei Ganzarski, presidente da magniX, entende que este teste “prova que a aviação comercial totalmente elétrica pode funcionar”.

A magniX projetou o motor do avião e trabalhou em parceria com a canadiana Harbour Air Seaplanes, cujo CEO, Greg McDougall, foi também ele próprio o piloto do hidroavião neste voo inaugural.

Economia de custos e emissões

“Em dezembro de 1903, os Irmãos Wright lançaram uma nova era de transporte – a era da aviação – com o primeiro voo de uma aeronave motorizada. Hoje, 116 anos depois, com o primeiro voo de uma aeronave comercial totalmente elétrica, lançamos a era elétrica da aviação”, disse Roei Ganzarski, CEO da magniX.

“Fizemos história” destaca, por seu lado, Greg McDougall.

Ganzarski sublinha que a transposição da tecnologia elétrica para a aviação significaria uma economia substancial de custos para as companhias aéreas e de emissões para o planeta.

A esse propósito, Greg McDougall dá o exemplo da Harbour Air, companhia aérea que faz voos de curta distância na zona de Vancouver, referindo que “o nosso objetivo é eletrificar toda a frota [de mais de 40 hidroaviões]. Não há razão para não ser feito”.

A aviação civil é uma das fontes de emissões de carbono que mais crescem.

Na União Europeia, as emissões de gases com efeito de estufa provenientes da aviação internacional aumentaram para mais do dobro desde 1990.

Com 285 g/CO2 emitido por km percorrido por cada passageiro, as emissões do setor de aviação ultrapassam em muito as de todos os outros modos de transporte, de acordo com a Agência Europeia Ambiental.

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