Gulbenkian apoia três projetos na área da bioeconomia azul

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Foto: Fundação Gulbenkian

Após cinco semanas de trabalho, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Oceano Azul, em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Ventures, identificaram as equipas que, entre as 15 finalistas, mais se destacaram no bootcamp do programa Blue Bio Value, cuja segunda edição aqui tínhamos destacado.

Foram ao todo, três os projetos vencedores da 2ª edição do programa.

Na primeira edição de 2018, o júri selecionou como vencedoras a holandesa Hoekmine e as portuguesas Undersee e SEAentia pelos seus projetos de bioeconomia azul.

As equipas distinguidas são a Ficosterra, a Ufraction8 e a Biosolvit.

Ficosterra
A Ficosterra é uma startup espanhola que transpôs a biotecnologia marinha para a agricultura. Produzindo biofertilizantes e bioestimulantes através de algas e microorganismos complexos, o trabalho desenvolvido pela Ficosterra tem como objetivo regenerar o solo, estimular culturas, melhorar a produtividade e aumentar a resistência das plantas ao stress ambiental.

Ufraction8
A britânica Ufraction8 centra-se na sustentabilidade de processos. Com recurso a tecnologia de bioprocessamento escalável, com elevada eficiência e redução de consumo energético, a empresa foca-se em soluções sustentáveis e inovadoras para indústrias de processamento de vários biorrecursos, como algas.

Biosolvit
A Biosolvit desenvolve produtos sustentáveis destinados à absorção de qualquer derivado de petróleo em terra ou no mar. Orgânicos ou sintéticos, os produtos desta empresa brasileira também permitem o reaproveitamento do material absorvido.

Com esta iniciativa, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Oceano Azul querem contribuir para que Portugal se torne num pólo europeu relevante e inovador no desenvolvimento da mais moderna bioeconomia marinha.

15 equipas finalistas

O programa Blue Bio Value recebeu este ano mais de 110 candidaturas. Deste lote, apenas 15 equipas – oriundas de Portugal, Espanha, Dinamarca, Suíça, Itália, Canadá, Brasil, Reino Unido e Índia – tiveram oportunidade de participar no programa de aceleração que decorreu, em Portugal, entre 8 de outubro e 6 de novembro. Durante este tempo, as equipas trabalharam afincadamente nos seus projetos, todos eles promotores de uma utilização mais saudável e sustentável do oceano, com o objetivo de aperfeiçoar os seus modelos de negócio. O programa de aceleração Blue Bio Value, que levou as 15 equipas à Web Summit para que cada uma pudesse apresentar as suas ideias a eventuais investidores, atribuiu ainda, aos vencedores, um total de 45 mil euros (15 mil euros para cada iniciativa) para o desenvolvimento dos seus projetos.

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