Tendo como cenário a cimeira do clima (COP25), em Madrid, a associação Zero defende que para ajudar os países em desenvolvimento a aumentarem as suas metas climáticas e a lidarem com a crise climática, é fundamental que os países desenvolvidos ampliem o seu financiamento climático.

Os ambientalistas lembram que Portugal contribuiu até agora com 2,68 milhões de dólares para o Fundo Verde para o Clima (“Green Climate Fund”) e este será o valor anual a considerar a partir de 2020, inclusive.

A COP 25 começa segunda-feira, 2 de dezembro, e decorre até 13 de dezembro. Ocorrerá sob a Presidência do Governo do Chile e será realizada com o apoio logístico do Governo da Espanha.

Apesar do comprometimento recente de mais um milhão de euros, subindo assim para cerca de 3,8 milhões de dólares e do argumento de que há outros financiamentos relacionados com o clima não contabilizados (nomeadamente apoios aos PALOP), a Zero considera que “o valor é demasiado diminuto”.

35 cêntimos por português por ano

Feitas as contas, a Zero considera que o valor atual representa um contributo de cerca de 35 cêntimos por português por ano.

Mediante isto, a Zero “apela ao governo, em particular ao Ministro das Finanças e em sede de Orçamento do Estado para 2020, para se comprometer com pelo menos a duplicação das contribuições de Portugal (relativamente aos anteriores 2,68 milhões), a que se podem acrescentar contribuições privadas de modo a que, por português, se atinja pelo menos um euro de contribuição anual”.

Esse valor reforçado ajudaria, “mesmo que de forma muito limitada, a cumprir as promessas de mobilizar 100 mil milhões de dólares anualmente por parte dos países desenvolvidos como está presente no Acordo de Paris, meta já referida anteriormente. Este fundo apenas tem assegurados 10% do total”, sublinha a Zero.

O objetivo dos ecologistas é que, por português, se atinja pelo menos um euro de contribuição anual.

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