É nos mares da Dinamarca que navegará a “Ellen”, o maior E-Ferry do mundo. Foi este o nome escolhido para batizar a embarcação elétrica com maior alcance atualmente.  A juntar a esta característica temos também o facto de este meio de transporte náutico não ser responsável por qualquer emissão de dióxido de carbono (CO2). 

A bordo desta embarcação elétrica é possível percorrer-se cerca de 22 milhas náuticas, o que corresponde a quase 41 quilómetros. Isto significa que a “Ellen” tem autonomia para percorrer uma distância sete vezes maior do que qualquer outro transporte náutico elétrico.

Este é um projeto que conta com o apoio da empresa Danfoss Editron, a número um no que diz respeito a soluções elétricas para tecnologia de transportes marítimos. 

“Nós queremos mudar o mundo ajudando a reduzir a poluição. Acreditamos que a indústria pode liderar essa mudança.”, afirma Kimmo Rauma, vice-presidente da Danfoss Editron. 

O vice-presidente acrescenta ainda que “A Ellen é um excelente exemplo do futuro dos transportes elétricos: mais limpos, ecológicos e eficientes”. 

Do seu ponto de vista, “este é um projeto importante para a União Europeia, que demonstra o potencial dos barcos elétricos”, defende Kimmo Rauma. 

Eletrificação dos sistemas vista como uma mais valia 

A eletrificação dos produtos é apontada como um elemento crucial para um futuro de sucesso no grupo, defende Eric Alström, presidente da Danfoss Power Solutions. “Eletrificamos máquinas complexas, alcançando não só a redução das emissões de dióxidos de carbono, mas também o melhoramento da produtividade e eficiência das mesmas”, explica Alström. 

 O presidente da Danfoss não perdeu a oportunidade para sublinhar o reconhecimento que a marca já tem no mercado, referindo que “a Danfoss Editron já é reconhecida como líder em tecnologia” e, além disso, “continua a investir fortemente nos negócios para garantir que permanece na vanguarda da eletrificação”, assegura. 

“A missão geral deste E-Ferry, apoiada pelos seus poderes elétricos, é convencer o mundo de que as tecnologias que podem mudar esse mesmo mundo são fáceis de alcançar”, considera Kimmo Rauma, vice-presidente da Danfoss Editron. Este defende ainda que que “há muito a ganhar com máquinas elétricas no que diz respeito a serviços pesados, nomeadamente no setor marítimo”. 

Kimmo Rauma completa o seu testemunho alegando que “juntos podemos levar a eletrificação a um leque ainda mais vasto de setores”, nomeadamente “onde ainda não ouviram os sons suaves das nossas transmissões e dos motores de propulsão”. O vice-presidente garante que “tudo pode ser eletrificado”. 

Quanto dinheiro foi investido no projeto?

O E-Ferry é um projeto que conta com o financiamento da Comissão Europeia, no âmbito da iniciativa de pesquisa e inovação “Horizon 2020”. 

O design, construção e demonstração desta embarcação elétrica, livre de emissões de dióxido de carbono, fazem parte deste que é o maior programa de pesquisa e inovação desenvolvido pela União Europeia. 

É pertinente também destacar algumas características desta proposta, de entre as quais o facto de: promover a eficiência energética e não emitir gases de efeito de estufa.

Relativamente aos valores aplicados nesta iniciativa, podemos avançar que o investimento total ronda os 21 milhões de euros, de entre os quais, 15 milhões cedidos pelos fundos da União Europeia. 

A Danfoss Editron é apenas um dos dez parceiros que apoiaram o alargamento da tecnologia elétrica aos oceanos e aos veículos que neles navegam.

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