A Web Summit de Lisboa, a maior cimeira de tecnologia, de inovação e de empreendedorismo do planeta, começa esta segunda-feira, voltando a afirmar-se como um palco gigante onde inúmeras startups vão mostrar as suas valências nas mais variadas áreas de conhecimento e as suas mais-valias nas atividades económicas em que se inscrevem.

Ambiente, mobilidade, eficiência e sustentabilidade serão ideias que prometem ser fortemente repisadas nestes quatro dias de Web Summit.

A Web Summit vai decorrer de 4 a 7 de novembro na Altice Arena e na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa. Vai contar com 70.469 participantes (em 2018 houve 69.304 participantes) e 2150 startups (em 2018 houve 1.800 startups).

Um deles diz respeito a uma nova startup portuguesa que promete diminuir o CO2.

Trata-se da BIOS, empresa que está a desenvolver um conceito que alia os sistemas de gestão de energia de edifícios com a agricultura em ambiente controlado como uma tecnologia de baixo carbono.

Usar fluxos de energia desperdiçados

O intuito é promover o cultivo de plantas, utilizando fluxos de energia desperdiçados, que reduzam a pegada de CO2.

O conceito traduz-se numa tecnologia de utilização e sequestração de dióxido de carbono que irá inclusive permitir, no futuro, a existência de edifícios de produção negativa de carbono.

Logótipo da BIOS

Fundação Gulbenkian financia

“Estamos na fase ideal do projeto para começar a colher frutos de todo o trabalho realizado – nomeadamente junto de mais parceiros, devido às potencialidades deste novo conceito e tecnologia – e a Web Summit vai ser o local ideal para isso. Atualmente, contamos também com o apoio do MAZE (Laboratório de Investimento Social), fazendo parte do programa de aceleração de startups Maze-x, que tem permitido o sucesso de crescimento da nossa equipa, e da Universidade Nova de Lisboa, mas não queremos ficar por aqui”, diz Michael fundador da BIOS, Michael Parkes.

Este conceito inovador está a ser financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian como forma de conseguir edifícios neutros em carbono.

A sua validação científica está a ser realizada em parceria com o Instituto Superior Técnico, onde o fundador da BIOS, Michael Parkes está a fazer o seu doutoramento em sistemas sustentáveis de energia.

Esta startup propõe-se aproveitar os desperdícios invisíveis dos edifícios para os utilizar no crescimento de plantas.

O local escolhido para a implementação do primeiro teste piloto, ainda em fase de preparação, é o novo campus da Universidade Nova de Lisboa, em Carcavelos.

O projeto irá permitir diminuir a pegada de carbono do novo campus, aumentar a sua eficiência energética, contribuir para a sua responsabilidade social e sustentabilidade ambiental. Ainda como resultado do projeto, espera-se a criação de 100 a 200 saladas por dia compostas por vegetais de folhas verdes – como alface, rúcula e espinafres.

Sendo a BIOS uma empresa de desenvolvimento de tecnologia de baixo carbono que pretende recorrer a uma agricultura ambiental controlada, “é importante referir que o nosso plano de trabalho passa, também, por compreender o impacto ambiental e social deste modelo de serviço. Pretendemos oferecer uma solução integrada de construção, o que significa que o edifício pode produzir alimentos e biomassa como um bioproduto de eficiência energética e, assim, reduzir a pegada de carbono, sem nos distanciarmos dos nossos valores e missão enquanto green company”, refere Michael.

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