Escolas apresentaram soluções tecnológicas para problemas sociais

Um total de 22 equipas de escolas de todo o país apresentaram soluções tecnológicas para diferentes problemas sociais – do daltonismo ao resgate de animais. O evento Apps for Good é apoiado pela Gulbenkian.

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Foto: Gulbenkian/Apps for Good 2019© DR

Na 5ª edição do Apps for Good, iniciativa apoiada pela Gulbenkin, participaram 323 escolas de todo o país, com 836 professores envolvidos.

A final do concurso, onde foram atribuídos dez prémios, teve lugar na sede da Fundação Calouste Gulbenkian e desafiou os alunos finalistas a demonstrar o trabalho que desenvolveram ao longo do programa.

Primeiros classificados

“Color You”, uma aplicação que visa integrar e facilitar o quotidiano das pessoas daltónicas, ganhou o 1º prémio do ensino secundário. Desenvolvida por cinco alunos do Instituto dos Pupilos do Exército, com 17 e 18 anos, esta aplicação vai permitir ao utilizador identificar uma cor a partir de uma fotografia para reprodução futura, além de conter informações sobre os vários tipos de daltonismo, testes de despiste e ainda um conjunto de curiosidades sobre a forma como os daltónicos veem e interagem com o mundo.

O 1º prémio no ensino básico foi para a Escola Básica e Secundária do Levante, da Maia, pela “Must Be Green”, uma aplicação para telemóvel que pretende ajudar a encontrar empresas para limpar os terrenos, permitindo comunicar via chat com os responsáveis e pedir orçamentos.

Os 2º lugares

No 2º lugar do secundário ficaram os criadores da “Coursly”, do Agrupamento de Escolas de Padrão da Légua, uma app que fornece simuladores de médias e testes vocacionais para ajudar os alunos do ensino secundário a escolher o curso superior mais adequado para si;

No 2º lugar do ensino básico ficou o projeto “Rescue Pets”, do Agrupamento de Escolas de Saboia, uma plataforma móvel e web para proporcionar ao público em geral um modo prático de intervir em situações de abandono de animais.

Na 3ª posição

No 3º lugar entre as escolas secundárias ficou a “Polumap” (Escola Secundária Serafim Leite), que pretende ser uma app móvel e um sítio web onde todos os utilizadores, em tempo real, identifiquem os locais onde existe poluição, como as lixeiras a céu aberto, de forma a gerar uma atuação sobre esses pontos;

No 3º lugar do ensino básico ficou a “onlyHEAL” (Escola Básica e Secundária do Levante da Maia), uma plataforma digital que estabelece a ligação direta entre utentes e farmacêuticos, para partilha de conselhos, planos de toma de medicamentos, entre outros.

Foram ainda atribuídos prémios à app SOS Adolescência, que envia dicas e soluções para ajudar adolescentes com problemas de bullying ou outros; ao jogo InvasorasCV, que quer informar e sensibilizar os cidadãos para as espécies de plantas invasoras e os problemas que estas causam; e à plataforma AEEG Alugin, que permitirá gerir o aluguer dos gimnodesportivos do Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro. Rita Polido, da Escola Básica e Secundária do Levante da Maia, ganhou o Prémio Jovem Aluna.PT.

O Apps for Good é um programa educativo tecnológico com origem no Reino Unido, desenvolvido pela CDI Portugal (Center of Digital Inclusion),organização não-governamental de inclusão e inovação social e digital, com presença internacional. O Apps for Good desafia alunos e professores a desenvolverem aplicações para smartphones ou tablets, mostrando-lhes o potencial da tecnologia na transformação do mundo e das comunidades onde se inserem. Conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian desde a primeira edição, em 2015.

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