A Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Oceano Azul iniciaram a segunda edição do Blue Bio Value, um programa de aceleração de empresas ligadas à bioeconomia azul.

Em 2018, a 1ª edição do programa Blue Bio Value acelerou 13 empresas de seis nacionalidades que adquiriram competências de gestão de negócio, acompanhados por mais de 40 mentores. Dos 13 projetos participantes, foram premiadas três empresas: uma holandesa e duas portuguesas. Este foi o resumo da iniciativa de 2018:

Nesta segunda edição, entre mais de 110 candidaturas apresentadas, foram selecionadas 15 startups provenientes de nove países: Portugal, Espanha, Dinamarca, Suíça, Itália, Canadá, Brasil, Reino Unido e Índia.

Estas são as 15 startups:

Ao longo das próximas semanas, as empresas selecionadas irão:

  • Validar a tecnologia que tem vindo a ser desenvolvida;
  • Adquirir competências de gestão e criar bases para o desenvolvimento de novos negócios sustentável e economicamente viáveis, para que possam competir num mercado global;
  • Aceder a uma rede única de mentores, nacionais e internacionais, parceiros especialistas de várias indústrias e potenciais clientes e investidores.

Ajudas de custo previstas

Às startups que participam no programa Blue Bio Value serão ainda atribuídas ajudas de custo até ao montante de 7.500€.

Adicionalmente a este apoio financeiro, as empresas que mais se destacarem, no decorrer da aceleração, poderão receber um prémio de 45.000€, para o desenvolvimento dos seus projetos.

Blue Bio Value: segunda edição junta projetos de nove países

Promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação Oceano Azul, em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Ventures, o programa Blue Bio Value conta ainda, na edição deste ano, com o apoio do Impact Hub e da ESB – Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, que serão os anfitriões das empresas durante estas cinco semanas.

Bioeconomia azul crucial

Promotores e parceiros do programa acreditam que a bioeconomia azul terá um papel crucial na resposta a alguns dos maiores desafios que o mundo enfrenta atualmente.

Algumas das startups da presente edição já estão, aliás, a fazê-lo, investindo no desenvolvimento de soluções de bioremediação para tratamento de águas residuais, de produtos de cosmética produzidos com algas dos Açores, de biofertilizantes para a agricultura ou de glitter natural e biodegradável.

“Ultrapassámos todas as expectativas que tínhamos, ao mais do que duplicar o número de candidaturas recebidas e conseguirmos atrair projetos de 21 nacionalidades diferentes, o que confirma a nossa convicção de que Portugal é um sério candidato à liderança na transição para uma bioeconomia azul, que acreditamos já estar a acontecer”, refere Miguel Herédia, da Fundação Oceano Azul.

Um novo modelo económico

Já para Filipa Saldanha, da Fundação Calouste Gulbenkian, “recebemos, nesta 2ª edição, uma enorme variedade de aplicações de mercado. Esta diversidade de propostas indica que a bioeconomia azul, que vem propor um novo modelo económico, é definitivamente um elemento-chave na transição para cadeias de valor mais sustentáveis, de vários setores económicos, tanto a nível nacional como a nível global.”

Apoiando empresas cujo modelo de negócio passa pela promoção de uma utilização mais saudável do oceano e pela sua sustentabilidade, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Oceano Azul querem contribuir para que Portugal se torne num polo europeu relevante e inovador no desenvolvimento da mais moderna bioeconomia marinha. E assumiram o compromisso de investir pelo menos um milhão de euros nos três anos de implementação do programa Blue Bio Value.

Sobre o programa Blue Bio Value

O Blue Bio Value é um programa internacional de aceleração de projetos e startups ligadas à bioeconomia azul. A iniciativa visa atrair projetos e ideias e transformá-las em oportunidades de negócio ao longo da cadeia de valor dos biorrecursos marinhos, incluindo biotecnologia, e que tenham como solução o desenvolvimento de produtos ou serviços sustentáveis, integrados em negócios viáveis. Com este Programa, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian unem esforços para contribuir para que Portugal se torne num polo internacional relevante e inovador no desenvolvimento da mais inovadora bioeconomia marinha, promovendo também uma utilização mais sustentável do oceano.

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