A cidade de Copenhaga quer ser neutra em carbono até 2025 e é considerada uma das mais felizes e habitáveis do mundo, muito por uma questão de atitude de vida dos seus cidadãos.

No passado dia 4 de Outubro deu-se a abertura oficial de CopenHill, um espaço que combina design lúdico, com anéis de fumo visíveis e, claro, a pista de ski artificial no topo (com 500 metros de altura acima do Estreito de Öresund), o que representa uma forma totalmente inovadora de pensar na gestão dos recursos urbanos.

Implementar a sustentabilidade como uma atitude abrangente em relação à vida   é o principal objetivo da capital dinamarquesa, bem como a missão pessoal do reconhecido arquiteto dinamarquês, Bjarne Ingels, o responsável por dar vida a esta “fábrica” municipal (Amager Bakke), localizada no distrito de Christianshavn, em Copenhaga, seguindo a sua filosofia de “sustentabilidade hedonista“.

Amager Bakke gera aquecimento urbano para 60.000 famílias por ano e eletricidade a 30.000 casas.
Os anéis de fumo que emite são, propositadamente, visíveis para que a população se sinta envolvida, no fundo é um lembrete irónico para os cidadãos sobre o seu consumo e necessidade de agirem de forma sustentável.

Neste vídeo (abaixo), Ingels explica como os conceitos de ecologia, economia e responsabilidade social podem estar associados de forma lúdica, num mundo em crescente urbanização.

O design do espaço urbano pode, de facto, andar de mãos dadas com uma abordagem hedonista que pressupõe uma consciência ecológica e um plano para uma cidade sustentável como oportunidade real para termos mais qualidade de vida.

O projeto híbrido Copenhill é apenas um exemplo de como uma infraestrutura multifuncional abre novas possibilidades nas cidades e dá vida à sustentabilidade.

Como será a vida urbana em áreas de alta densidade?
Que sonhos e aspirações, além de obrigações, as pessoas terão no futuro?

A abordagem de Ingel no desenvolvimento urbano é inovadora e focada nesta sustentabilidade hedonista que concilia um modo de vida responsável e atraente nas grandes cidades, com uma “piscadela” de olho divertida.

Tal como referido por este arquitecto no fim do vídeo

Se é possível fazer isto em Copenhaga, por que não conseguimos fazer isto em qualquer lado?

 

Plano de Copenhaga para um clima melhor: Os custos de aquecimento e eletricidade devem ser reduzidos em 20% em edifícios comerciais e em 10% em edifícios residenciais. Para alcançar estes objectivos, a cidade investe na geração de energia já estabelecida a partir de energia eólica, energia geotérmica e energia solar.
No futuro, os veículos da cidade serão movidos apenas a eletricidade, hidrogénio ou biocombustíveis.
Os habitantes de Copenhaga apoiam e comprometem-se com estas decisões: já existem mais bicicletas do que carros em Copenhaga e, cerca de metade dos residentes, usam este meio de transporte no seu percurso diário para o trabalho.

 

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