Joana Sande de Freitas
Joana Sande de Freitas
Happy Cities Follower. Rethinking Place Branding

Uma cidade que se pretende posicionar como smart city, apresenta soluções às propostas apresentadas pelos cidadãos "em tempo real"... Esta proposta foi apresentada há sete anos, no orçamento participativo de 2012 e com 11 meses de tempo previsto de execução...

As redes WiFi influenciam o desenvolvimento das cidades inteligentes

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Como se poderá ler no portal Lisboa Participa, foi ontem anunciada a conclusão da instalação de WiFi, em cinco espaços públicos da cidade:

– Jardim Teófilo Braga (Campo de Ourique)
– Ribeira das Naus (Santa Maria Maior)
– Jardim Guerra Junqueiro (Estrela)
– Parque das Conchas (Lumiar)
– Jardim França Borges no Príncipe Real (Misericórdia)

Se a Câmara Municipal de Lisboa (CML) pretende promover a cidade como uma smart city, deverá começar por criar as condições mínimas para o poder afirmar.

A disponibilização de uma rede WiFi pública é uma medida básica essencial porque, antes de mais, possibilita a democratização no acesso aos serviços públicos por meios eletrónicos, por exemplo.

Na notícia, não fica clara qual a largura de banda nestes espaços públicos. Ao dar acesso, convém que seja real e não apenas “platónico”. Vamos esperar para saber quais as reais condições de funcionamento.

Uma cidade que se pretende posicionar como smart city, apresenta soluções às propostas apresentadas pelos cidadãos “em tempo real”… esta proposta foi apresentada pela primeira vez no orçamento participativo de 2012 e com 11 meses de tempo previsto de execução. Passaram sete anos…

Penso que o sentido dos processos de implementação destas soluções, deve ser invertido, isto é, oposto ao que tem sido feito pois é preciso relembrar que existe dependência direta entre os vários passos.

Na realidade, a prioridade será garantir que a cidade permite o acesso às plataformas de participação, isto é, a existência de largura de banda suficiente porque, sem este primeiro passo garantido, os seguintes deixam de ser eficazes.

Se o objetivo principal é conseguir que a maioria dos cidadãos participem as suas ideias para a cidade, então deverão ser criadas plataformas simples e intuitivas, de fácil acesso, seja onde for.

Este envolvimento dos cidadãos é essencial. É preciso mostrar que estão a ser dadas respostas às necessidades da cidade com prioridades compreensíveis. Os cidadãos devem sentir que são “ouvidos” para quererem continuar a participar com sugestões e ideias que melhorem a sua qualidade de vida.

A apresentação dos resultados sobre as participações vencedoras, deve ser comunicada quanto antes pois, mesmo que o investimento em causa possa atrasar o processo, este poderá ser acelerado se a CML criar parcerias publico-privadas com diversas entidades que partilham o mesmo objetivo: envolvimento e participação ativa junto das diversas comunidades locais. 

LinkNYC é um bom exemplo de como acelerar estes processos através de parcerias publico-privadas.

As redes WiFi influenciam o desenvolvimento das cidades inteligentes que utilizam dados e tecnologia para gerir com eficiência os bens e recursos públicos pelo que a integração de todos os sistemas é que irá permitir tomar decisões inteligentes e isso exige que as autoridades públicas, os cidadãos e as empresas estejam conectados entre si.

Tudo isto só é possível com uma conexão ininterrupta e em tempo real à Internet e é por isto que o WiFi constitui a espinha dorsal de uma cidade inteligente.

 

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