A sociedade está a ser cada vez mais educada para a “economia de partilha e de reutilização”. Nos últimos cinco anos, o número de bicicletas partilhadas ultrapassou os 18 milhões, a nível mundial. 

Na China houve mais oferta do que procura face a este meio de transporte. A determinado momento, as pessoas utilizavam as bicicletas e estacionavam-nas nos lugares errados ou abandonavam-nas. Aparentemente estas bicicletas abandonadas, um pouco por todo o país, deixavam de ter utilidade. Mas, como popularmente se diz, “do velho faz-se novo”.

Alguma vez olhou para a sua bicicleta e a imaginou como uma possível peça de mobiliário? Provavelmente não! Mas foi exatamente isso que o designer Qiang Huang fez. Desenvolveu o projeto “Bike Scavengers”, através do qual aposta na transformação de bicicletas velhas e abandonadas em móveis irreverentes. 

Com um pouco de criatividade, o Quiang Huang transformou “restos” de bicicletas, aparentemente inutilizadas, e criou novos bancos, candeeiros e carrinhos de arrumação.  

Toda a comodidade dos bancos é assegurada pelas dezenas de selins aplicados como “almofada” nestes assentos. O carrinho de arrumação deu uma nova utilidade a dois cestos que se encontram em alguns destes meios de transporte. A imaginação do designer permitiu também que ele visse nos guarda-lama potencial para criar candeeiros. 

O projeto assume-se como “uma critica ao impacto ambiental resultante da política de partilha de bicicletas desregulamentada, em crescimento na China”, explica o designer e responsável pelo “Bike Scavengers”, Qiang Huang.

“Os produtos que são depois contruídos, para além de funcionais, são provocativos na medida em que servem de alerta para a forma como somos afetados pela partilha de bicicletas desregulamentada. São também uma maneira de nos colocar a pensar em formas de resolver este problema”, acrescenta.

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