Um estudo da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), divulgado pela associação Zero, aponta que já em 2020, sejam vendidos um milhão de veículos 100% elétricos (a bateria) e híbridos plug-in na União Europeia, consolidando esta região como o segundo maior mercado de veículos elétricos do mundo.

O estudo da T&E estima que, em 2020, as vendas europeias de veículos elétricos comparativamente com outros tipos de veículos irão atingir, em média, 5% (entre 3-7%), com as vendas a atingir, em média, os 10% em 2021 (entre 5-12%), dependendo das diferentes estratégias adotadas pelos fabricantes para cumprir as metas da UE relativas às emissões de CO2 dos novos veículos.

“Após vários anos de avanços lentos, os fabricantes estão finalmente a preparar-se para expandir o mercado de veículos elétricos, quer em número de modelos disponíveis, quer na melhoria da sua eficiência e autonomia, bem como no acesso mais generalizado a todos os consumidores para cumprir as metas europeias”, considera os ambientalistas.

Portugal entre os melhores da UE com 4º lugar

Em 2018, as maiores emissões de CO2 nas frotas de novos veículos foram registadas na Estónia e no Luxemburgo, com uma média acima dos 140 g/km de CO2.

Segundo dados da ACAP (Associação Automóvel de Portugal), de agosto de 2019, dos 21.791 veículos matriculados este ano no país até agosto, 4.452 são 100% elétricos, com uma aceleração das vendas incentivada pelo aumento da oferta de novos modelos e beneficiada pelos incentivos na compra e benefícios fiscais para empresas e particulares.

Por outro lado, as menores emissões de CO2 da frota de novos veículos ocorreram em Portugal e na Holanda (106 g/km de CO2).

A T&E aponta ainda Portugal entre os países europeus com as maiores frotas de veículos elétricos face ao parque automóvel (4º lugar nas vendas em termos relativos) e também de veículos de menores dimensões.

A Suécia possui a maior frota de veículos elétricos (100% elétricos e híbridos plug-in) na UE, com 8,4% do total de vendas, seguida pela Holanda (com 6,8%).

Europa

Extra território da União Europeia, a Noruega alcançou níveis de vendas muito superiores (49%), dos quais 31% são veículos de emissões zero.

A Noruega aderiu recentemente ao regulamento europeu sobre os limites de emissão de CO2 dos novos veículos ligeiros, de modo que os elétricos vendidos contarão para as metas da UE em 2020/21.

A maior fração de vendas de veículos 100% elétricos (a bateria) foi conseguida pela Holanda (5,9%) e a de híbridos plug-in na Suécia (6,4%).

Os ecologistas referem que a tributação sobre os automóveis decidida a nível nacional influencia de forma muito significativa as vendas de veículos em cada Estado-Membro, o que acontece na Holanda e também em Portugal.

“No entanto, os governos podem ir além para incentivar os consumidores a escolher modelos mais eficientes e elétricos, sobretudo quando assumem metas de descarbonização no transporte rodoviário para 2030 e 2050”, defende a associação Zero.

Maior impacto climático na Europa

Os ambientalistas lembram que os transportes são o setor com maior impacto climático na Europa, representando mais de um quarto (27%) das emissões totais de gases com efeito de estufa (GEE). “Para que a UE atinja as metas do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global em 1,5ºC, o transporte rodoviário deveria atingir emissões zero até 2050, o que significa que o último veículo a gasóleo ou gasolina deveria ser vendido até 2030, ou o mais tardar, até 2035”, considera a Zero.

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