O inquérito realizado junto de gestores de frotas pelo “Barómetro 2019 do Arval Mobility Observatory” evidencia que o uso de viaturas com energias alternativas vai crescer de modo substancial.

Os empresários portugueses, que também participaram neste inquérito europeu, estão otimistas quanto ao crescimento das suas frotas automóveis, apontando para um reforço das aquisições de viaturas com propulsões mais ecológicas.

O Arval Mobility Observatory é o novo nome do Corporate Vehicle Observatory, a plataforma de pesquisa e inteligência de mercado da Arval.

De acordo com este levantamento, a percentagem de empresas portuguesas que tem pelo menos uma viatura com motorização híbrida, híbrida plug-in ou elétrica cresceu 54% face ano anterior.

“São já 20% as empresas que têm nas suas frotas viaturas com energias alternativas, percentagem que está em linha com a Europa (21% das empresas)”, afirma a Arval.

O crescimento na utilização de energias alternativas entre as empresas portuguesas verifica-se em todos os segmentos de frotas, estando, assim, Portugal também em linha com a média das empresas europeias no que toca à utilização de novas tecnologias.

O Barómetro 2019 do Arval Mobility Observatory é um estudo realizado com base em entrevistas feitas no mês de março a mais de 4000 empresas, das quais 300 em Portugal e que visa fornecer informações independentes e precisas sobre a mobilidade nas empresas e partilhar a opinião dos empresários com todos os tipos de públicos – empresas de qualquer dimensão, empresários em nome individual, indivíduos, fabricantes de automóveis, organismos públicos, estudantes e outros. 

 

Por tipologia de energia, observa-se uma tendência de crescimento na utilização das novas tecnologias em Portugal, nomeadamente: 13% de empresas já utilizam viaturas elétricas, 10% têm viaturas híbridas e 8% confirmam a existência de viaturas híbridas plug-in nas suas frotas. Em comparação com 2018, a percentagem de empresas nacionais que confirma utilizar viaturas com tecnologia elétrica cresceu 62%, 40% na utilização de híbridos e 60% em viaturas híbridas plug-in.

74% entre as empresas com mais de 50 viaturas

Os dados do barómetro do Arval Mobility Observatory destacam ainda que 43% das empresas nacionais já utiliza ou considera vir a ter viaturas com novas tecnologias, chegando esta projeção aos 74% entre as empresas com mais de 50 viaturas. “Estes indicadores mostram que as empresas nacionais estão com níveis de maturidade na perspetiva de transição energética semelhantes aos das suas congéneres europeias”, sublinham os autores do inquérito.

O barómetro mostra ainda que 46% dos gestores nacionais põem a sustentabilidade para a empresa e a transição para o aumento do uso de viaturas com tecnologias alternativas na sua estratégia para novas aquisições ou uso de viaturas, havendo mesmo 66% das empresas que esperam reduzir os níveis de emissões de gases poluentes.

WLTP acelera alteração de paradigma

A chegada dos novos testes de homologação WLTP para consumos e emissões poluente e a discussão pública sobre os automóveis Diesel são dois fatores determinantes para que as empresas portuguesas estejam a assumir uma aposta em viaturas com energias alternativas ou com menos emissões de CO2, de acordo com o estudo.

O barómetro da Arval evidencia também que as opções escolhidas pelos gestores de frotas portugueses são variadas. Quando questionadas sobre o tipo de medidas que estão mais inclinados a seguir para alterar a sua política de frota, 24% das empresas diz que tencionam escolher marcas e modelos com menores emissões de CO2; 21% das empresas afirma que optará por energias alternativas; e, por fim, 19% das companhias planeia procurar marcas e modelos com menor impacto fiscal.

Gonçalo Cruz, responsável pelo Arval Mobility Observatory em Portugal, diz: “Esta perspetiva de crescimento e a provável renovação das frotas automóveis, representa também uma oportunidade para as empresas tornarem as suas frotas mais eficientes do ponto de vista económico e de sustentabilidade ambiental”.

Atualização do parque automóvel empresarial
A Arval refere que, nas empresas portuguesas, a renovação das frotas automóveis acontece em média aos sete anos e meio (7,5 anos), enquanto a média europeia é de apenas seis anos (6 anos). Isto significa que os gestores portugueses demoram cerca de mais um ano e meio a tomar a decisão de atualizar as suas frotas do que a média europeia. O período de renovação vai diminuindo em função da dimensão da própria frota, ou seja, quanto maior for a frota mais cedo acontece a troca de viaturas.

Em Portugal, as empresas com frotas de até 10 viaturas mantém estes ativos por 8,2 anos, ao passo que a rotatividade no espaço europeu acontece em média com 6,7 anos. Por outro lado, e se comparamos as empresas com parques entre 10 e 49 viaturas, verifica-se que a diferença no tempo de decisão chega aos dois anos (os 7,4 anos em Portugal vs os 5,4 anos na média das empresas europeias). A acompanhar a média europeia está a renovação de viaturas nas empresas portuguesas com parques superiores a 50 viaturas.

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