A Accenture lançou um estudo, no qual aborda aquelas que poderão as próximas tendências que as empresas e as marcas enfrentarão no que diz respeito ao relacionamento com a tecnologia.

O relatório “Fjord Trends 2019” recorre ao pensamento coletivo dos mais de 1.000 designers e developers da Fjord, em 28 estúdios à volta do mundo.

De acordo com o relatório “Fjord Trends 2019”, anos de investimento em inovação “deixaram os clientes inundados e sobrecarregados, em consequência das constantes exigências de tempo e atenção. Se antes ansiávamos novidade, excitação e gratificação instantânea, o que agora desejamos é maior tranquilidade e sentido de vida num mundo ruidoso”.

Relação com tecnologia e marcas

Esta análise diz que “pessoas e organizações refletem sobre o que realmente valorizam, rejeitando produtos e serviços que não atendem às suas necessidades – na verdade, mudando a natureza das nossas relações com a tecnologia e as marcas”, aponta a consultora.

 

O relatório Fjord Trends 2019 é uma previsão anual sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e do design, analisando o que as pessoas querem e valorizam.

Esta mudança de mentalidade que a Accenture destaca tem grandes implicações e cria enormes oportunidades para as organizações inovarem na experiência de cliente, aponta o relatório.

Repensar produtos, serviços e experiências

Na perspetiva da consultora, é tempo de fazer um balanço e repensar produtos, serviços e experiências que as pessoas realmente querem e valorizam.

“O mundo digital está num momento de limpeza profunda: é altura de decidimos se algo ainda tem valor e relevância para as nossas vidas. O digital é agora tão amplamente utilizado que já não é novo. Na tentativa de remover o desnecessário, as pessoas estão a ser mais seletivas nos produtos e serviços que incorporam diariamente nas suas vidas, escolhendo desligar, cancelar a inscrição ou participação se a troca de valores não for mútua. Nunca antes a responsabilidade do design foi tão importante”, afirma Mark Curtis, co-fundador e chief client officer da Fjord.

“As organizações que proporcionem valor e relevância não apenas para os indivíduos, mas também para o mundo serão as de maior sucesso”, diz Brian Whipple.

Maior, mas melhor crescimento

Para o CEO da Accenture Interactive, “a criação de valor não será gerada apenas por um maior também por um melhor crescimento. Acreditamos que as tendências deste ano apoiam o nosso princípio orientador de que as melhores experiências são as que tornam a vida das pessoas mais simples, mais produtiva e com mais significado”.

7 tendências

O relatório das “Fjord Trends 2019” analisa sete tendências que devem moldar a experiência da próxima geração e disponibiliza conselhos práticos para as organizações se prepararem para as oportunidades futuras. Eis a análise da Accenture:

1. Silence is gold: O sentimento de sobrecarga tornou-se um problema de saúde. Ao abraçar um design consciente, as marcas precisam encontrar formas de chegar aos seus consumidores que anseiam tranquilidade, num mundo ruidoso.

2. The last straw?: Chega de conversa. As pessoas esperam que os produtos e serviços tenham uma estratégia de sustentabilidade e vão rejeitar aqueles que não a incorporem na sua missão.

3. Data minimalism: Pessoas e organizações discordam sobre o valor dos dados pessoais. Será a transparência a chave para colmatar a lacuna?

4. Ahead of the curb: De scooters elétricas a drones, a mobilidade urbana tornou as cidades no vale tudo. É hora de combater a desordem com ecossistemas unificados que atendam às necessidades em tempo real.

5. The inclusivity paradox: 2019 tem sido um ano de alerta para a necessidade de ouvir diversas vozes. Mas como podemos comunicar para todos sem, inadvertidamente, excluir outros? As organizações devem ajustar o seu mindset para atender à procura por uma verdadeira inclusão.

6. Space odyssey: Espaços de trabalho e retalho precisam de uma reforma digital. Está na hora de repensar as nossas abordagens e ferramentas para redesenhar espaços.

7. Synthetic realities: Vivemos num mundo novo, no qual a realidade é produzida e sintética. A troca de rosto e a simulação de voz criam novas realidades mais verossímeis, que as empresas precisam de descobrir como capitalizar – e como gerir os seus riscos”.

No entendimento de Pedro Pombo, Managing Director da Accenture Digital em Portugal, “até agora nunca tínhamos visto tantas oportunidades para um design consciente e com significado numa grande diversidade de áreas. Estamos à beira de uma revolução criativa: a oportunidade de repensar produtos e serviços para cuidar do mundo em que vivemos e das pessoas”.

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