O Mercado Municipal de Torres Vedras passou a integrar a rede Depositrão, o que significa que disponibiliza aos cidadãos mais um local para garantir a reciclagem de pequenos eletrodomésticos e pilhas em fim de vida.

Esta solução é composta por dois equipamentos logísticos, onde é possível colocar gratuitamente estes dois tipos de resíduos, que serão posteriormente recolhidos e encaminhados para reciclagem pela ERP Portugal.

O que recebe o Depositrão?
No conjunto dos resíduos que o Depositrão pode receber encontramos ferros de engomar, torradeiras, secadores de cabelo, relógios, balanças, micro-ondas, telemóveis/telefones, máquinas fotográficas, impressoras, computadores, entre outros equipamentos elétricos e eletrónicos que já não funcionam. As pilhas de relógios, comandos ou brinquedos, bem como as baterias de smartphones ou computadores portáteis podem igualmente ser colocadas no Depositrão instalado para este efeito.

Sandra Pedro, chefe da divisão de gestão de áreas urbanas da Câmara Municipal de Torres Vedras, considera essencial a instalação desta rede de equipamentos para deposição de pequenos eletrodomésticos e pilhas em fim de vida, na medida em que permitem ao cidadão garantir um destino final adequado para estes resíduos: “Esta iniciativa está alinhada com os objetivos estratégicos municipais e estamos convictos que terá um contributo ativo para a minimização do impacte ambiental gerado por estes resíduos no nosso território constituindo um contributo efetivo para dinamizar uma economia mais circular”.

Através da rede Depositrão estes resíduos serão alvo de tratamento específico, dado que podem conter materiais perigosos, como chumbo, cádmio, berílio ou mercúrio, bem como plástico, metais (cobre, alumínio, ouro ou prata) e provocar efeitos nocivos na saúde humana e ambiental.

Tratamento específico

O tratamento específico passa pela extração de gases de refrigeração, como os CFC, pela aspiração de pó de chumbo dos monitores antigos ou pela remoção do mercúrio das lâmpadas, por exemplo.

Isto permite dar origem também, à obtenção de matérias-primas (secundárias) que serão introduzidas no processo de fabrico de novos produtos, evitando a delapidação dos recursos naturais. “A participação de todos é fundamental para assegurar que estes resíduos terão uma segunda vida, através da sua reutilização ou reciclagem”, aponta a ERP Portugal.

Economia mais circular

Filipa Moita, responsável de comunicação da ERP Portugal, insiste: “A participação ativa de todos marca a diferença, pelo que desafiamos os munícipes a conhecer e utilizar os Depositrões. É rápido, simples e gratuito, e estarão a contribuir para uma economia mais circular”.

Para Paulo Simões, primeiro secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Oeste, “estas iniciativas são facilitadoras de comportamentos sustentáveis e materializam o nosso compromisso com o ambiente e os cidadãos: transitar de uma economia linear para uma economia circular, em que materiais são devolvidos ao ciclo produtivo através da sua reutilização, recuperação e reciclagem”.

Esta ação faz parte do conjunto de iniciativas do programa Oeste Circular, da Comunidade Intermunicipal do Oeste, e resulta de uma parceria entre a ERP Portugal e o Município de Torres Vedras.

O que é a ERP Portugal?

A ERP Portugal pertence a uma plataforma pan-Europeia, European Recycling Platform (ERP), fundada em dezembro de 2002. Esta plataforma tem uma quota de mercado entre 12% e 35% e já recolheu mais de 3 milhões de toneladas de REEE (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos) na Europa.

A 27 de abril de 2006, através de um despacho conjunto emitido pelo Ministério da Economia e Inovação e pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, obteve a licença para exercer a atividade de Gestão de REEE, tendo a mesma sido renovada a 25 de maio de 2018 (Despacho n.º 5258/2018).

A licença para fazer a gestão de Resíduos de Pilhas e Acumuladores (RP&A) Portáteis e Industriais Incorporáveis em Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (EEE) foi atribuída pelo Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, em 2010, e renovada através do Despacho n.º 11275-A/2017.

A ERP assume como missão assegurar a implementação mais rentável de um Sistema de Gestão de REEE e RP&A, para o benefício dos seus utentes e empresas, dando lugar a oportunidades de negócio e vantagens competitivas. A ERP já está a operar nos seguintes países: Alemanha, Áustria, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Noruega, Polónia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Israel.

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