O Salão Internacional do Automóvel de Genebra de 2019 foi o local escolhido para a estreia do Fiat Concept Centoventi, protótipo de um elétrico

Depois de ter confirmado que foi formalmente abordada pela FCA (Fiat Chrysler Automobiles) para a hipótese de uma fusão 50%-50%, a Renault fez saber que está a estudar cuidadosamente e com interesse a proposta amigável da FCA, olhando para “a oportunidade de uma combinação de negócios”.

Não obstante os próximos tempos irei trazer mais detalhes, é incontornável que a sinergia de tecnologias na área da eletrificação e da condução autónoma será uma das áreas a trabalhar, caso este negócio avance.

No capítulo de veículos de baixas emissões (sobretudo elétricos), a FCA poderá vir a lucrar com esta aliança, dado que, no mercado europeu, se tem vindo a debater com dificuldades para fazer diminuir as suas emissões médias de CO2 dentro das balizas impostas pela União Europeia que impõem uma média de 95g/km em 2021. Essa dificuldade fez com que a FCA se tenha visto, recentemente, na contingência de, para efeitos meramente administrativos e de contabilidade, adquirir as emissões zero dos modelos Tesla.

Elétricos nas marcas do Grupo FCA

Aceder à tecnologia dos elétricos (incluindo as plataformas) da Renault e da Nissan, possibilitaria que as marcas FCA (Fiat, Abarth, Alfa Romeo, Lancia, Jeep, Dodge, Maserati) lançassem modelos elétricos, um segmento de mercado no qual estão quase ausentes (a versão elétrica do Fiat 500 foi apenas para o mercado americano, sendo assumidamente um modelo que dava prejuízo).

Ao passar a ter uma gama de elétricos, o FCA conseguiria, de uma forma rápida, ganhar uma aura de modernidade que lhe poderia permitir conquistar uma faixa de clientes muito orientada para a preocupação ambiental.

Elétricos Renault a entrar nos EUA?

Por seu lado, para a Renault, uma parceria com a FCA poderia permitir-lhe entrar de uma forma mais musculada no mercado norte-americano (designadamente, através de modelos elétricos), no qual a sua expressão é insignificante.

Se se juntarem, Fiat Chrysler e Renault terão um valor de mercado combinado de quase 33 mil milhões de euros e vendas globais de 8,7 milhões de veículos.

A junção de esforços possibilitaria ainda uma poupança anual combinada de 5 mil milhões de euros.

Se vier a concretizar-se, esta união Renault/FCA iria criar o terceiro maior construtor mundial de automóveis, atrás da VW e da Toyota. A General Motors (GM) passaria para quarto do ranking por grupos.

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